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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tentativa de diálogo

Segundo pesquisador, as manifestações de indisciplina no âmbito da escola podem ser sinalizações de que os jovens almejam novas regras e maneiras de relacionar-se, mais flexíveis e próximas ao mundo contemporâneo

Poucos temas têm mobilizado tanto a atenção dos professores da Educação Básica como o da disciplina. O tema aparece frequentemente recolocado sob novas roupagens ou questões correlatas, como o bullying ou mesmo a violência física. A sensação, contudo, é que não há avanço, ou pior, há retrocesso. Para Joe Garcia, pesquisador e professor de Pós-Graduação da Universidade de Tuiuti, no Paraná, há uma combinação de mensagens antigas com expressões novas - e continua em pauta o que classifica de esvaziamento do papel da escola, tensões de convivência e uma crise moral. Na entrevista a seguir, concedida ao repórter Paulo de Camargo, Garcia, um dos conferencistas mais requisitados quando o assunto é indisciplina escolar e autor do livro Escritos sobre o currículo escolar (Editora Iglu, 2010), expõe suas ideias sobre o tema. Para ele, há avanços - entre eles, o fato de que a discussão rompeu os muros da escola. Segundo argumenta, o ambiente complexo das escolas de hoje está originando "um professor diferente, assim como outras crenças, outras rotinas, outras identidades". Contudo, alerta, os educadores ainda precisam se abrir mais para as novas formas de diálogo do mundo contemporâneo. A questão da educação moral vem sendo recolocada nas escolas e na mídia nos últimos anos sob diferentes perspectivas. Já se focou a questão da indisciplina, da violência física e a bola da vez parece ser o bullying. Trata-se de algo novo ou apenas tiramos de debaixo do tapete questões antigas? A escola possui um "tapete" muito antigo e extenso. Sob ele, há muito a resolver. De todos os problemas ali guardados, o bullying veio à luz apenas há poucas décadas. É uma forma complexa de violência, que permaneceu muito tempo oculta em função do modo desatento como os educadores há séculos observam a relação entre alunos na escola. Já a indisciplina é um problema reconhecido pelos professores há muito mais tempo. Quando olhamos para todos esses problemas, sob uma perspectiva atual, vemos uma combinação de mensagens antigas sob expressões novas. A comunicação paralela em sala de aula através de gadgets modernos e o ciberbullying refletem, na verdade, velhas questões sobre o esvaziamento do papel da escola, apontam tensões de convivência e uma certa crise moral. Assim, entre as soluções atuais, está a educação moral, que é importante, mas pensar a indisciplina apenas sob essa perspectiva é desonerar outras fontes daquele problema.

A seu ver, estamos avançando em algum sentido?
Vejo diversos avanços. Talvez o mais evidente resida no aumento da percepção social sobre os problemas que ocorrem dentro dos muros da escola. A indisciplina hoje é um tema de interesse mundial e não mais um assunto de sala dos professores somente. Quanto ao diálogo nas escolas, também avançou. Há 50 anos, não seria possível debater com liberdade temas tais como sexualidade, política e drogas. Mas existem avanços a realizar. Sob diversos aspectos, a escola é um ambiente de interação defasado em relação às possibilidades de diálogo deste século. Olhemos, por exemplo, a sutil revolução que está ocorrendo nas redes sociais, em relação às quais a escola está ainda adormecida.

A questão da formação do professor é um impedimento para o avanço nessa compreensão mais ampla das relações humanas vividas nas escolas?
Nos currículos de formação inicial de professores, nas licenciaturas, há um certo silêncio em relação à questão da indisciplina e violência nas escolas. Nas universidades, não estamos preparando os futuros professores para alguns dos principais desafios da profissão. Parece persistir a crença de que docentes bem preparados são aqueles que dominam conteúdos e métodos de ensino. Em complemento, a formação continuada, em serviço, também apresenta viés. Um estudo publicado recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que embora o número de dias anuais supostamente dedicados ao desenvolvimento profissional dos professores brasileiros seja compatível com o padrão das nações industrializadas, as estratégias mais exploradas são pouco efetivas para promover mudanças. É preciso alterar as práticas de formação. Enquanto isso, os professores, mesmo sabendo o que e como ensinar, nem sempre conseguem ser efetivos em sala de aula - o que requer também saber lidar com a indisciplina.

O senhor acredita em soluções que não incluam mudanças de postura de toda a escola? Ou, em outras palavras, a evolução nas questões ligadas à qualidade do convívio prospera, se forem iniciativas apenas do professor em sala de aula?
Tenho acompanhado pesquisas sobre essas questões em diversos países. As soluções mais promissoras seguem o que se poderia denominar de abordagem global ou ecológica, que compreende a escola como um todo. Ainda precisamos da força intelectual e moral dos professores, mas estes precisam atuar em uma escola onde exista uma visão compartilhada, uma cultura e ambiente que sustentem suas práticas pedagógicas, ou que as recuse quando não forem compatíveis com um projeto coletivo. Mas as abordagens globais também são interessantes pelo papel ativo que atribuem aos alunos na construção do ambiente de convivência na escola. Também estes precisam desejar e contribuir na construção de uma escola mais interessante para todos.

As questões que o senhor ouve dos professores em suas palestras vêm mudando ao longo do tempo?
Atuo em processos de formação de professores desde o início dos anos 1990. Guardei muitos registros de diálogos com professores e observei alguns fatos interessantes. Nestes 20 anos, constatei uma mudança na leitura dos problemas de indisciplina na escola, na direção de uma melhor crítica e consciência social. Hoje, parece menos complicado aos professores reconhecer e conversar sobre os problemas de convivência em suas salas de aula. Mas aquilo que mais se destaca em meus dados reside na transformação do conteúdo das queixas em relação ao tempo na profissão. Os professores mais experientes acumulam mais tempo de exposição a conflitos e isso parece influenciar a leitura que fazem dos alunos, da escola e de si mesmos. O ambiente atual das escolas, complexo e muitas vezes conflituoso, está originando um professor diferente, assim como outras crenças, outras rotinas, outras identidades.

No caso específico do bullying, não lhe parece mais uma dessas palavras mágicas que de repente parecem explicar tudo?
O termo bullying expressa um fenômeno complicado, uma categoria de violência capaz de afetar profundamente o ambiente e a aprendizagem escolar. É uma palavra mais trágica do que mágica! É muito interessante observar que o bullying foi "descoberto" nos países escandinavos, onde justamente se acreditava que a educação estava mais resolvida no final do século passado. Em paralelo à consciência sobre esse problema, veio a percepção de que não estávamos tão atentos à qualidade das relações humanas na escola. Mas a solução não reside em maior controle social, e sim em melhor coexistência. Outro aspecto interessante é que o bullying descreve um desequilíbrio nas relações de poder. Parece ironia, mas esse fenômeno expressa uma mensagem clara sobre as relações em toda a sociedade do século passado.

Qual é a relação entre ambiente escolar e qualidade de ensino? Cuidar melhor da convivência não é também uma forma de melhorar a aprendizagem?
Desejamos, há séculos, melhorar o desempenho dos estudantes. Essa tarefa, no entanto, vai além de estimular avanços nas práticas de ensino. Há dois fatores principais a considerar que sustentam ou impedem a aprendizagem: a cultura e o clima da escola. Esses dois aspectos estão diretamente relacionados à qualidade da convivência. Alguns estudos sobre rendimento escolar e convivência na escola revelam que a aprendizagem em sala de aula decai em função da indisciplina, mesmo quando o desempenho dos professores é avaliado positivamente pelos alunos. Esse é o retrato do Brasil, segundo os dados do Pisa, na última década.

A TV e a internet têm algum papel nisso tudo? As relações virtuais levam a um enfraquecimento das relações humanas?
Há estudos que apontam a influência da mídia, incluindo a internet, como uma das principais causas indiretas de problemas de indisciplina nas escolas. A mídia claramente afeta não somente hábitos de consumo, mas a formação de valores e estilos de vida que se apresentam em sala de aula. Mas penso que ainda é cedo para entendermos toda a extensão das relações virtuais sobre o ambiente de aprendizagem na escola. E certamente não há apenas aspectos negativos a considerar. O fluxo de informações nas redes sociais torna possível uma percepção global sem precedentes. Isso pode mesmo levar a um fortalecimento da consciência e relações sociais, quando, por exemplo, as pessoas se engajam na luta por direitos humanos, na proteção do planeta ou em campanhas que tornam visíveis abusos e injustiças sociais.

Quais são os passos iniciais que o senhor sugere para educadores que vivem às voltas com os problemas da disciplina? O que é possível fazer já?
Gostaria de destacar duas ideias. Uma muito antiga e outra mais recente. No século 17, [o educador tcheco] Jan Amos Comenius escreveu que a disciplina na escola, embora necessária, não teria a força para inspirar os alunos a aprender. Seria a qualidade do ensino o elemento capaz de inspirar, ou não, os alunos. Penso que, sob essa abordagem, a indisciplina deveria ser interpretada mais como necessidade de avançar nas experiências de aprendizagem do que no controle do comportamento dos alunos. Essa é uma ideia antiga, mas ainda valiosa. Professores considerados bem-sucedidos em suas escolas me sugeriram que a indisciplina seria um modo de os alunos forçarem a escola na direção de uma abertura. A indisciplina refletiria a distância entre a forma pouco flexível e cheia de regras como eles aprendem na escola e o modo flexível e de regras mínimas como eles aprendem no mundo. Tais ideias sugerem a combinação de um currículo que seja fonte de inspiração, em uma escola que apresente regras mínimas para a aprendizagem.

fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=13177 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Professora do Paraná conquista o Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2011


Com cerca de 46 mil habitantes, Marechal Cândido Rondon está localizado na região oeste do Paraná. É deste pequeno município que vem a grande vencedora do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2011, a professora Vera Beatriz Hoff Pagnussatti, do Colégio Estadual Eron Domingues.

Eleita na categoria Educadora Inovadora do Ano, Vera Beatriz se destacou com o projeto “Jornal: Diferentes suportes, diferentes gêneros discursivos”, concorrendo com outros 1.400 trabalhos inscritos por professores de escolas públicas, privadas e técnicas de todo o País que utilizam a tecnologia para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.

Além de Vera Beatriz, outros sete educadores também foram premiados em diferentes categorias (veja abaixo). O anúncio dos vencedores aconteceu na noite do dia 3 de agosto, durante a realização do Workshop de Educação Microsoft Brasil 2011, evento que reuniu em São Paulo alguns dos principais especialistas em educação do Brasil.

Jornal estudantil
O projeto da professora paranaense nasceu a partir de um desejo: tornar as aulas de Língua Portuguesa mais produtivas e atraentes e com isso estimular o interesse dos alunos pela disciplina. Para alcançar esse objetivo, a educadora idealizou a produção de um jornal impresso e online como recurso pedagógico.

Com duração de 5 meses, o projeto possibilitou aos alunos uma maior interação com a comunidade, bem como o contato com diferentes gêneros textuais, abrangendo inclusive as mídias sociais.

Envolvidos em todas as etapas de produção do jornal – da elaboração das reportagens a divulgação num blog -, os estudantes tiveram a chance, ainda, de se familiarizar com diversos recursos tecnológicos utilizados ao longo de processo de produção. No final, a primeira edição do Jornal do Colégio foi enviada gratuitamente junto com o jornal local O Presente para todos os assinantes e alunos do colégio.

fonte:http://www.blogeducacao.org.br/professora-do-parana-conquista-o-premio-microsoft-educadores-inovadores-2011/   

sábado, 13 de agosto de 2011

Produção de texto - 1º e 2º anos

Neste roteiro, o caminho para abordar a linguagem escrita levando em conta o propósito do texto, seus potenciais leitores e diferentes gêneros.
Objetivo no 1º e 2º anos Iniciar, mesmo entre os não alfabetizados, a produção de textos, favorecendo a progressiva autonomia do planejamento à revisão da escrita. Navegue no menu à baixo para explorar todos os recursos.




Produção de texto - 1º e 2º anos

fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/roteiro-didatico-producao-texto-1o-2o-anos-636206.shtml

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Marcha por melhorias na educação reune 100 mil no Chile


SANTIAGO DO CHILE, 9 AGO

Cerca de 100 mil chilenos saíram hoje às ruas da capital, Santiago, para uma marcha em defesa de uma educação pública e de qualidade na qual foram registrados alguns focos de enfrentamentos entre grupos de manifestantes encapuzados e policiais.

O ato, autorizado pelo governo até às 15 horas (16h no horário de Brasília), teve início às 10h19 (11h19 no horário de Brasília) na Universidade do Chile e tem como destino o Parque Almagro.

Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papeis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes.

Outros setores sociais se juntaram ao ato, como a Confederação dos Trabalhadores do Cobre (CTC), a Agrupação Nacional de Empregados Fiscais (Anef), a Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam) e o Sindicato Interempresas da Construção (Sintec).

Não houve registro de incidentes até cerca de 12h locais (13h no horário de Brasília), quando um grupo isolado de manifestantes encapuzados gerou distúrbios contra prédios públicos e privados em um calçadão no centro da capital.

Testemunhas denunciaram à imprensa que ao menos três dos encapuzados desceram de ônibus policiais antes de se juntarem à manifestação.

A polícia militar interveio e lançou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo, que também foi repreendido pelos participantes da marcha central.

Segundo o prefeito de Santiago, Pablo Zalaquett, o grupo de jovens que teria causado os incidentes seriam cerca de apenas 200, frente às cerca de 60 mil pessoas que participam do ato estudantil, segundo calculam as autoridades.

fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2011/08/09/marcha-no-chile-reune-100-mil-manifestantes-com-registro-de-enfrentamentos.jhtm

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ex-prefeito de Toledo é multado em R$ 1 milhão

Foto do jornal O Presente
O ex-prefeito de Toledo, Derli Antônio Donin, foi condenado pelo Tribunal da 4ª Região a pagar multa civil de R$ 1 milhão além da perda dos direitos políticos por oito anos a contar da data da condenação, 21 de julho de 2011. Donin é acusado de comprar irregularmente merenda escolar com recursos específicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) quando prefeito de Toledo. O valor da multa será revertido ao FNDE.
Na mesma sentença também foram condenados seis empresários de Toledo e duas empresas envolvidas. Juntos, devem pagar multa superior a R$ 3 milhões pelo envolvimento na mesma ação de improbidade denunciada pelo Ministério Público do Paraná em 2006. Além desta ação, o ex-prefeito de Toledo responde vários outros processos por supostas irregularidades praticadas durante a sua administração, no período de 1997 a 2004.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atividades que contribui para o desenvolvimento da motricidade dos alunos na faixa etária de 6 a 8 anos

 Dentro do universo de jogos e brincadeiras infantis, os jogos de corrida e perseguição constituem um segmento muito importante para o desenvolvimento da motricidade e também uma modalidade de atividade lúdica muito apreciada pelas crianças na faixa etária de 6 a 8 anos. 

Vejam a sujestão de três brincadeiras publicadas em MENU RECURSOS que contribuem para o desenvolvimento da motricidade das crianças. a roda de conversa inicial, 20 minutos para a vivência do jogo e os últimos 10 minutos para roda de conversa. , uma vez que a sensação mais efetiva é vivida pela criança a cada êxito alcançado no ato de conseguir

domingo, 31 de julho de 2011

Tablets substiturão livros didáticos

A substituição dos livros didáticos pelos tablets na rede pública de ensino será lenta no Brasil. O MEC planeja a inclusão de “objetos digitais” no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) só em 2014. Como na rede privada o processo avança bem rápido doze empresas já manifestaram, até agora, interesse em produzir tablets no Brasil. Os tablets trazem a vantagem da redução do peso transportado pelos estudantes e a promessa de interatividade. Porém, no Brasil, os educadores ainda não estão preparados para usar essa tecnologia de modo a não perder o foco no conteúdo, que, de fato, é o que mais importa.

Letra cursiva começa a desaparecer nos Estados Unidos

O ensino da letra de mão será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados americanos que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras de forma.

O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é de que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel. Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação se dá através de letras de fôrma nos celulares e nos computadores.
“As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva (de mão), mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letras cursiva”, diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana.
A Carolina do Norte também já anunciou que deve adotará medida similar, segundo suas autoridades educacionais. A Geórgia é outro Estado recomenda o fim do ensino, segundo seu porta-voz Matt Cardoza, apesar de “aceitar que os alunos aprendam a letra de mão caso os professores considerem necessário”.
Estes Estados, assim como outros 40, integram o Common Core Stated Standards Initiativa (Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo), responsável por tentar padronizar o ensino básico nos Estados Unidos e defensora do fim do ensino da letra cursiva.
Jody Pfister, diretor de um distrito escolar em Indiana, escreveu em um jornal local defendendo as mudanças. “Se olharmos antigos documentos ou se vermos a escrita de mão dos tempos da guerra civil, eles eram verdadeiros trabalhos artísticos e certamente perderemos parte disso. Mas temos que levar em conta o progresso”, escreveu.
Os opositores, além de levar em conta a tradição, dizem que a letra representa em parte a personalidade das pessoas, especialmente nas assinaturas, e também permitem que sejam lidos documentos históricos, como a declaração de independência dos Estados Unidos. Um encontro da  Master Penmen – Associação Internacional dos Instrutores de Letra de Mão se ecnecerraria ontem no Arizona com um repúdio à decisão em Indiana. Eles contam também um apoio indireto do presidente Barack Obama, que tem o costume de escrever cartas de próprio punho para algumas pessoas, inclusive para agradecer eleitores.
Porém os alunos de Indiana não serão o únicos a aprenderem a escrever em apenas em letra de fôrma.  Em países que não adotam a escrita latina, especialmente na Ásia, os estudantes não costumam aprender a letra de mão quando estudam inglês, francês e outras línguas ocidentais. Assim, japoneses e chineses muitas vezes são capazes apenas de ler o que está escrito em letras de fôrma.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Por ELIANE BRUM
E-mail: elianebrum@uol.com.br

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

domingo, 17 de julho de 2011

Vídeo didático em animação 3D que esclarece todos os pontos sobre o Diabetes

Para pais e educadores, constitui um apropriado e bem elaborado projeto educativo. Considerando que o Diabetes está em vias de se tornar uma das mais importantes pautas na já extensa cadeia de problemas sociais, cabe ao educador saber como agir, até como forma de orientar adequadamente seus educandos desde cedo. É oportuno que aluno e educador conheçam de perto a coisa, até como um eficaz modo de prevenção, ou mesmo condução para aqueles que já convivem com a patologia.

Um excelente material didático, perfeito para exibição nos círculos de pais e mestres, ou mesmo para ser usado como lastro para debates em qualquer ocasião. Pode ser usado como material básico para trabalhos em equipe, ou para reciclagem ou atualização de grupos multidisciplinares.

Como sugestão, assista uma vez como aperitivo, e depois assista com mais atenção, tomando o cuidado de ir fazendo as anotações que julgar necessário, para exposições em sala de aula, ou com a família.


Fonte:http://sitededicas.uol.com.br/videos_educativos_diabetes.htm

Na posse de Flávio Arns, garantia de equiparação salarial

O Secretário de Educação Flávio Arns assumiu o governo do Estado do Paraná em uma solenidade, no dia 13, no Palácio das Araucárias. O governador Beto Richa afirmou em seu discurso que o governador em exercício Flávio Arns irá encaminhar proposta de lei para atingir a equiparação salarial aos profissionais do magistério. Já empossado, o governador em exercício, Flávio Arns ressaltou que nesses próximos quinze dias realizará junto com a APP-Sindicato os estudos para encaminhar o projeto à Assembléia Legislativa para equiparar os salários dessa categoria aos demais profissionais de nível superior no estado.

O documento, que contempla a Lei do Piso, será encaminhado no início de agosto. Quando aprovada e implantada, a medida representará um reajuste salarial de 25,97% para o magistério. O atual governador também confirmou à direção da APP que o reajuste de 3% será retroativo a julho.

"Este é um compromisso muito importante para nós, que o governador assumiu com a categoria ainda durante a campanha eleitoral e que vamos ajudar a construir", disse a presidenta da APP-Sindicato, Marlei Fernandes Carvalho. "A equiparação representa o fim de uma grande injustiça entre os professores, que têm nível superior, mas sempre receberam menos que os demais servidores de nível superior do Estado", disse.

Um em cada cinco estudantes do ensino fundamental está atrasado na escola

Um em cada cinco estudantes brasileiros do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, pelo menos três em cada dez alunos também estão nessa situação. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2010 sobre as taxas de distorção idade-série. O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária.

De acordo com a Agência Brasil, pela legislação que organiza a oferta de ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1.° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos fora da série adequada para a idade registrou leve alta. Em 2008, a taxa era 22,1% no ensino fundamental, passou para 23,3% em 2009 e para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008, foi para 34,4% em 2009 e chegou a 34,5% no ano passado.

Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa estagnação é resultado do arrefecimento da política de progressão continuada. Muitas redes de ensino que tinham como orientação a não reprovação dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental mudaram essas diretrizes. “Isso provocou uma manutenção da reprovação, quando ela é grande causa a distorção idade-série. Hoje já se pensa em políticas de correção de fluxo e de aprendizagem sem usar a reprovação, como o reforço escolar”, explica.

Apesar da estabilidade na taxa de distorção da idade-série nos últimos anos, Maria do Pilar destaca que na última década a redução do índice foi maior: entre 2001 e 2011 essa diferença caiu 16 pontos percentuais no ensino médio e 19 pontos percentuais no ensino médio. Ela acredita que a taxa deve continuar a cair e aponta que o patamar adequado seria entre 3% e 4%.

“Por exemplo, um aluno com necessidades especiais às vezes tem uma adaptação escolar mais difícil, principalmente quando vêm de uma escola especial. Ou uma criança que deixou a escola por algum tempo por problemas familiares. Você pode ter algum tipo de distorção idade-série, mas ela teria que ser sempre traço. Nunca poderíamos achar que 10% já é um índice bom”, avalia.

A taxa de distorção idade-série atinge picos no 6.° ano do ensino fundamental, onde 32% dos alunos estão atrasados, e no 1.° ano do ensino médio, quando o problema atinge 37,8% dos jovens. Segundo Pilar, o MEC preparou um material específico para trabalhar com alunos de 15 a17 anos que ainda estão no ensino fundamental. Será uma espécie de “curso” especial em que o conteúdo será ministrado de forma diferenciada, bem como a organização dos alunos. Em 2009, metade dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentava a série adequada para sua faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O projeto permitirá que em um ano ele receba o certificado de conclusão e possa seguir para o ensino médio. O material estará disponível no site do MEC e também poderá ser solicitado pelas escolas. Na avaliação da secretária, os adolescentes repetentes que estudam com crianças mais novas acabam com problemas de socialização. “Ele fica convivendo com grupos de idade que não têm muito a ver com ele. E começa a ser visto como o bagunceiro, aquele que é expulso de sala, o mau aluno”, aponta.

Fonte: nota10.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diretora é condenada por chamar professora de "macaca" em SP

A diretora de uma escola pública de São Paulo foi condenada a um ano de prisão por ter chamado uma professora negra de "macaca". A pena, no entanto, foi convertida no pagamento de um salário mínimo, segundo a coluna Mônica Bergamo, publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

De acordo com a coluna, Francisca Teixeira disse, ao receber Neusa Marcondes em sua sala: "Entra aqui, macaca, venha assinar esse documento".

A defesa da diretora alegou que ela se referia à "hiperatividade" da professora, que estaria pulando e fazendo brincadeiras com as colegas. A Justiça não aceitou o argumento.

O advogado da diretora, Alexandre Barduzzi Vieira, disse que vai recorrer. "Ela foi infeliz de usar essa palavra, que por si só não pode ter carga suficiente para caracterizar um crime", diz.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/939608-diretora-e-condenada-por-chamar-professora-de-macaca-em-sp.shtml

terça-feira, 5 de julho de 2011

Alunos acusam professor da UFMA de racismo

São Paulo - A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) solicitou abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar denúncias de racismo contra um professor da instituição. Alunos do curso de Engenharia Química apontam atos de discriminação do professor José Cloves Verde Saraiva contra o aluno africano Nuhu Ayuba, inscrito na disciplina Cálculo Vetorial. Saraiva já pediu desculpas e disse que a situação foi um mal-entendido. Uma cópia da denúncia foi entregue ao Ministério Público Federal.

"Informamos que o professor Cloves Saraiva vem sistematicamente agredindo nosso colega de turma Nuhu Ayuba, humilhando-o na frente de todos", afirmam os alunos na petição pública. Segundo os estudantes, o professor teria dito que Ayuba "deveria voltar à África e clarear a sua cor". O relato acrescenta que o intercambista "não retruca" nenhuma das agressões e está "psicologicamente abalado".

Em retratação pública, Saraiva afirma que houve um mal-entendido e pediu desculpas ao estudante Nuhu Ayuba e aos colegas de classe. "Jamais tive intenção discriminatória de qualquer espécie", disse, argumentando que também é descendente de africanos. "Acredito no potencial de todos, e o que exijo como docente é que os estudantes tenham compromisso com o conteúdo da disciplina".

O reitor da UFMA, Natalino Salgado, classificou o ocorrido como "lamentável". "Não partilharemos de atitudes que se caracterizem em retrocesso e vergonha para a nossa sociedade. Os estrangeiros, assim como todos os outros estudantes, têm o nosso apreço e respeito", afirmou o reitor. "Vamos continuar honrando os acordos educacionais e culturais assumidos pela universidade e pelo governo brasileiro com outros países", acrescentou.

Segundo nota divulgada pela reitoria, a UFMA disponibiliza anualmente duas vagas de cada curso, no período diurno, para cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Este programa foi desenvolvido pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação, em parceria com universidades públicas.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/07/05/alunos-acusam-professor-da-ufma-de-racismo.jhtm

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Revista Veja destaca projeto de Edmar Arruda sobre o Ideb nas escolas


A revista Veja desta semana (edição 2222, de 22 de junho de 2011), traz em sua página 103, a reportagem "Pela transparência" onde destaca o projeto de lei apresentado pelo deputado federal Edmar Arruda, que teve como motivação a sugestão do economista e seus articulista, Gustavo Ioschpe, publicada na edição do dia 8 de junho.

A ideia é que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) seja colocado em painel e permaneça na entrada das escolas públicas, permitindo a ampla divulgação do estágio atingido pelas escolas.

O objetivo é que a divulgação do Ideb motive as diretorias das escolas, os professores, os alunos e a comunidade a trabalhar para melhorar o índice e exibí-lo no painel de entrada de forma cada vez mais avalizadora do trabalho realizado.

Escola que completa 100 anos em 2011 tem estrutura bastante preservada

Como se tivessem sido tombados pelo patrimônio histórico, os prédios do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, foram cuidadosamente preservados nas últimas décadas. As maiores mudanças da instiuição que completa 100 anos em julho foram a transformação de um grande gramado em seis quadras poliesportivas e da cidade, que se verticalizou e mudou o horizonte.

Veja nas imagens abaixo as mudanças sofridas pelo colégio e leia a reportagem sobre a visita de três gerações de ex-alunos à escola:





terça-feira, 28 de junho de 2011

Relógio Biológico


1-O que é a luz natural, nos ciclos do relógio biológico?
(   ) Um distúrbio metabólico
(   ) Um calendário
(   ) Um hormônio natural
(   ) Um temporizador do ambiente externo

2-Qual a duração de um ciclo circadiano? Os genes reguladores do relógio biológico são ativados ou inibidos neste ciclo.
(   ) 60 minutos
(   ) 24 horas
(   ) 30 dias
(   ) 365 dias

3-Que manifestação do relógio biológico é exclusiva dos peixes?
(   ) A migração
(   ) A estampagem
(   ) A hibernação
(   ) A piracema

4-Em indivíduos saudáveis (seres humanos e animais), o que acontece com a temperatura corporal durante o sono e a hibernação?
(   ) A temperatura cai
(   ) A temperatura sobe
(   ) A temperatura não se altera
(   )Nenhuma das alternativas está correta

5-De onde os ursos extraem líquidos durante o seu período de hibernação?
(   ) Do gelo
(   ) Da gordura corporal
(   ) Das frutas que armazenaram
(   ) Da saliva

Fonte: http://educacao.uol.com.br/quiz/quiz.jhtm?id=10364

Resultado
1) Respostas - d
2) Resposta - b
3) Resposta - d
4) Resposta - a
5) Resposta - b

BETO RICHA ANUNCIA INVESTIMENTOS DE R$ 126 MILHÕES PARA A EDUCAÇÃO


O governador Beto Richa anuncia nesta terça-feira (28), às 10h30, a liberação de R$ 126,4 milhões para investimentos na área de educação. Os recursos vão beneficiar mais de 18 mil estudantes da rede pública de diferentes regiões do Estado.

Entre os anúncios estão a construção e ampliação de escolas de ensino fundamental e profissionalizante. Além disso, será assinada autorização para reparos e adequação de prédios escolares nos 32 Núcleos Regionais de Educação.

fonte: Agência de Notícias

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Criança de 10 anos leva revólver carregado para a escola

Garoto disse ter encontrado a arma em um banheiro, durante uma festa de igreja

Um menino de 10 anos foi encontrado na tarde desta quinta-feira (16) com um revólver em uma escola de Campo Mourão, na região Centro-oeste do estado. Segundo informações da polícia civil, o garoto levou a arma calibre 38 com munição para a Escola Municipal Maria do Carmo Pereira, no Jardim Paulista, o que acabou assustando alguns colegas.

Estudantes denunciaram o caso para a diretora do colégio, que encontrou a arma na mochila do estudante. O menino foi levado para a delegacia, onde contou ter encontrado a arma na última sexta-feira (10) em um banheiro, durante uma festa de igreja.

Após ser ouvida, a criança será liberada e entregue aos pais. A arma e a munição foram apreendidas pela Polícia Civil.


fonte: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1137862&tit=Crianca-de-10-anos-leva-revolver-carregado-para-a-escola

terça-feira, 14 de junho de 2011

Córrego prejudica desempenho escolar de alunos no interior de Goiás


Por Rafhael Borges

Alunos em Aparecida de Goiânia (GO) têm de cruzar o córrego Tamanduá para chegar à escola

Pelo menos 40 alunos da Escola Municipal Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia (GO), vêm encontrando dificuldade para frequentar as aulas. Diariamente eles têm se equilibrar sobre pedregulhos para cruzar as águas do córrego Tamanduá e poder estudar.

A escola Vera Cruz tem 386 alunos matriculados. No período da tarde 40 crianças entre 7 e 13 anos precisam passar pelo local sem ponte. A direção da escola disse já ter percebido diminuição no rendimento e interesse nos estudos.

A passarela do local foi retirada pela prefeitura com a promessa de substituição daqui a 45 dias. A secretária-geral da escola, Elivanda Texeira da Cruz, relatou que o momento foi muito ruim para acabar com a passagem. “Alguns alunos não estão vindo às aulas, e estamos em fase de provas. Sem contar que um aluno com deficiência física não consegue chegar à escola”.

Os moradores da região já improvisaram uma passagem com entulhos. Eles entendem que o problema afeta a todos que precisam passar pelo córrego.

José César Pessoa disse que reclama do problema há muito tempo (mora na região há cerca de 20 anos). “A ponte é mais que um desejo dos moradores, é uma necessidade. Já pedimos muito, chamamos a imprensa, mas nada foi feito ainda.”

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia afirmou que uma passarela metálica será instalada no local dentro dos próximos 45 dias, e que a antiga foi removida por apresentar perigo para a segurança dos alunos e moradores.

fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/14/corrego-prejudica-desempenho-escolar-de-alunos-no-interior-de-goias.jhtm

Criança de 7 anos é flagrada com pedras de crack em escola de Maringá

Professora viu o menino com a droga e chamou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. A mãe do menino disse que o pai é traficante

Uma criança de 7 anos foi flagrada, na tarde desta segunda-feira (13), com cinco pedras de crack em uma escola no Jardim Paraíso, em Maringá. A professora viu a droga na mão do menino, durante a aula, e chamou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.

“A professora ficou assustada quando viu a droga, porque ele é uma criança. Ela ligou no Conselho Tutelar para saber se poderia chamar a polícia. A criança, em sua inocência, dizia que não era droga, e sim areia. A PM foi chamada e constatou que era crack. A partir de agora vamos acompanhar a família”, disse o conselheiro tutelar Vandré Fernando.

A mãe do menino disse à Polícia Militar que o pai do garoto é traficante. Uma equipe da PM foi à casa da criança e encontrou algumas pedras de crack. O pai do menino, porém, não foi localizado.

O caso foi registrado na Polícia Militar de Maringá. A droga foi encaminhada à delegacia.

fonte: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1136883&tit=Crianca-de-7-anos-e-flagrada-com-pedras-de-crack-em-escola-de-Maringa

domingo, 12 de junho de 2011

Estudantes brasileiros são mais indisciplinados que a média mundial

por Isabella Infantine


Estudantes brasileiros são mais bagunceiros do que a média de outros países analisados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avaliou 66 países em 2009. De acordo com a pesquisa, 67% dos alunos entrevistados no Brasil disseram que seus professores "nunca ou quase nunca" precisam esperar muito até que a classe se acalme para dar aula. Porcentagem menor que a média dos 72% dos adolescentes no mundo todo.

Os países asiáticos estão no topo da pesquisa e têm os alunos com melhor comportamento. Japão, Cazaquistão, China e Hong Kong apresentam uma média de 90% de disciplina em sala de aula. Mas na Finlândia, Grécia e Argentina, a percepção dos alunos é diferente. Lá os professores têm de esperar com mais frequência o silêncio dos jovens.

Baderna?

"A disciplina nas escolas não deteriorou – na verdade, melhorou na maioria dos países", diz o texto da pesquisa. A bagunça em sala diminuiu se comparada à pesquisa anterior, de 2000.

Segundo o relatório da OCDE, a baderna afeta diretamente o rendimento dos estudantes. "Estudantes que relatam que suas aulas são constantemente interrompidas têm performance pior do que estudantes que relatam que suas aulas têm menos interrupções".

A "relação positiva entre alunos e professores", no Brasil, ainda é fraca. Estudantes por aqui contam menos com seus professores do que há dez anos. Essa proporção de "auxílio" caiu de 88% em 2000 para 78% em 2009.

Fonte: http://mtv.uol.com.br/memo/estudantes-brasileiros-sao-mais-indisciplinados-que-a-media-mundial

domingo, 5 de junho de 2011

Educação é ponto de partida para desenvolvimento sustentável


Por Desirèe Luíse desireeluise@aprendiz.org.br

“Sem educação não poderemos fazer nada para melhorar as cidades na questão climática”, disse o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny, durante o debate “Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, que aconteceu nesta quarta-feira (1/6) durante a C40, em São Paulo (SP).

O evento reúne prefeitos de mais de 40 cidades do mundo para discutir projetos ligados às mudanças climáticas e qualidade de vida. A conferência, que ocorre a cada dois anos, começou na última terça-feira (31/5) e segue até sexta-feira (3/6).

Segundo Defourny, há pelo menos quatro maneiras possíveis de abordar a sustentabilidade ligada ao aprendizado: educação sobre o ambiente, para conhecê-lo melhor; educação no ambiente, permitindo aprender mais sobre o entorno; educação para o ambiente, pensar em ações que o transforme; e educação a partir do ambiente, pois é possível descobrir remédios por meio de plantas medicinais, por exemplo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A fala da professora Amanda Gurgel não se restringe ao Rio Grande do Norte: É UM DESABAFO DE TODO MAGISTÉRIO NACIONAL



Por Marco Weissheimer

Mais de 84 mil visualizações no Youtube até o início da noite desta quarta-feira; desde o começo da tarde de hoje na lista dos Trending Topics, no Twitter: Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte, conseguiu esse destaque falando durante uma audiência pública sobre a situação da educação no RN. Pelo eco que encontrou, o relato de Amanda Gurgel parece falar sobre a realidade de professores em todo o país. Para quem ainda não viu, segue o vídeo acima.

“Eu não entendo toda essa repercussão”

Nesta quinta-feira, em matéria publicada no jornal Tribuna do Norte, de Natal, Amanda Gurgel se diz surpresa pela repercussão que seu depoimento teve na internet. Filiada ao PSTU, a professora viu a rápida difusão do vídeo com ressalvas. Na entrevista que concedeu ao jornal, ela fez reiterados pedidos para que o “discurso político” e “a situação dos professores” tivessem mais peso na publicação do que a sua própria imagem. Ela resumiu assim a sua posição:

“Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem. Não participo dessas redes sociais. Tenho uma conta no Orkut, mas nem foto tem lá. Fico surpresa com toda essa repercussão porque o meu discurso não trazia nada de novo. Qualquer professor conhece aquelas situações descritas”.

“O mais importante na minha fala, que foi transformada em vídeo, e nessa repercussão toda que está tendo, é que isso reflete uma situação existente há muito tempo na nossa categoria. Quem é professor há 20 ou 30 anos conhece o processo de degeneração pelo qual as escolas vêm passando. Isso é o principal e não a minha imagem ou até mesmo as minhas palavras, mas a situação”.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Fotos da Oficina de Jogos para aquisição da leitura e da escrita

No dia 25 de março passado, a pedido da Professora Doutora, Maria Angélica Olivo, Orientadora do Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, ministrei uma Oficina de Jogos para aquisição da leitura e da escrita. A Oficina foi realizada com as acadêmicas do Curso de Pedagogia - PIBID.

Acadêmicas do curso de Pedagogia da UEM participantes da Oficina


 
Acadêmicas participando do jogo loto leitura

Professoras Maria Angélica Olivo e Maria Simões de Brito, exibindo as sacolinhas utilizadas para guardar os jogos.


Jogo ilustrando o alfabeto com objetos

Jogo identificando as letras do alfabeto

domingo, 24 de abril de 2011

Para Refletir!

"Acredito que quando levantamos os problemas próprios de cada sociedade. Quando nos propomos a discutir questões de cunho social e histórico. Quando analisamos o contexto social e histórico que vivemos. E ainda, quando clamamos por novas práticas sociais (um mundo melhor). Temos a própria prática social empírica como ponto de partida, mas, sobretudo, como ponto de chegada.

Logo, tomar todas as culturas e civilizações a partir da cultura e das ciências européias é não consideração das categorias: particularidade, singularidade e generalidade na base de análise.

Ainda, que pior, é a desconsideração da própria prática social diversa em outros continentes.
Apesar de a “mundialização” ser um fenômeno presente em todo o mundo, assim como, em quase todas as dimensões humanas (quer de conhecimento, sociabilidade, formas econômicas, expressões culturais e de ideologias), existem outras formas de construção de conhecimentos que não a eurocéntrica.

Não obstante, adoto um método de análise da realidade (suscitado na Europa) que questiona e tenta desvelar as formas de exploração do homem pelo homem, perpetradas em qualquer parte do mundo, sobre qualquer etnia, ou ainda afetar qualquer um dos gêneros humano.

Este método parte da base material. Agora, negar outras formas de construção de conhecimento é a meu ver: engessar a dialética em suas dimensões reflexiva e ontológica".

James Simões de Brito

Todo dia é dia do livro

Escolha do 23 de abril está ligada às datas de morte de Cervantes e Shakespeare

Faz sentido que o Dia Internacional do Livro seja comemorado neste sábado, dia 23, pelo mundo afora. A data, estabelecida em caráter definitivo pela Unesco em 1996, homenageia dois gigantes máximos da literatura ocidental. O 23 de abril seria, por uma lenda repetida universalmente, o dia em que morreram, no mesmo ano, o espanhol Miguel de Cervantes (1547 - 1616), o inventor do romance moderno com Dom Quixote, e o inglês William Shakespeare (1564 - 1616), o inventor do humano, como o chama Harold Bloom.

Trata-se de uma das mais instigantes mitologias do universo literário, uma lenda que dota o terreno profano da literatura de uma data mágica ao estilo das Vidas de Santos (que antes eram muito mais comuns em livro). Dois dos pilares da literatura mundial viveram de fato na mesma época, mas a predestinação histórica que os teria feito partir ao mesmo tempo é ficção.

Para começar, da biografia de Shakespeare, autor de obras onipresentes em praticamente todo o mundo, sabe-se muito pouco. Embora tenha deixado quase 1 milhão de palavras de texto, apenas 14 delas são comprovadamente de seu próprio punho: o nome assinado seis vezes e as palavras "por mim" em seu testamento, como conta um de seus biógrafos, Bill Bryson, em Shakespeare: a Vida É um Palco. Há pouca informação mesmo sobre o dia de seu falecimento – têm-se registros de seus funerais, mas não a data exata do óbito.

Mesmo que tenha sido 23 de abril a data da morte de Shakespeare, não teria sido no mesmo 23 de abril de Cervantes pelo simples motivo de que, na época, a Espanha, onde Cervantes vivia, havia adotado, como bom país católico, o calendário imposto pelo papa Gregório em 1582. E Shakespeare vivia na Inglaterra protestante, frequentemente hostilizada pelo reino espanhol a serviço do Vaticano, e que ainda marcava o tempo pelo Calendário Juliano. A Inglaterra só adotaria o Calendário Gregoriano em 1751. Shakespeare, portanto, teria morrido no dia 3 de maio – 10 dias após o espanhol.

Mas quem vai dizer que a história não é boa? Sendo assim, para que insistir tanto na picuinha das datas? Para lembrar, talvez, que a literatura é em última instância uma construção paradoxalmente individual (na mente e no coração de cada leitor) e coletiva (na transmissão de leituras e cânones, de intepretações e até mesmo mitologias literárias com as quais os leitores se comprazem).

Fonte: Zero Hora

domingo, 17 de abril de 2011

Projeto de Plano Nacional de Educação

Conheça o Projeto de Plano Nacional de Educação. Publicação da Câmara dos Deputados, organizada por Marcia Abreu e Marcos Cordiolli.

O Plano Nacional de Educação (PNE) está em debate no Congresso Nacional como o PL 8035/10 e estabelece a política educacional para o decênio 2011-2020. O PNE é composto por dez diretrizes e vinte metas.

Este projeto deverá ser debatido pela sociedade e, em particular, pela comunidade educacional.

Você pode conhecer o projeto de lei, bem como a legislação citada, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados publicou o livreto Ação Parlamenta nº. 436.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei do Plano Nacional de Educação (PNE 2011/2020): projeto em tramitação no Congresso Nacional / PL no 8.035 / 2010 / organização: Márcia Abreu e Marcos Cordiolli. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2011. 106 p. – (Série ação parlamentar ; n. 436)
Acesse a publicação e ajude a divulgá-la.

Caderno PNE

Caderno com projeto de Plano Nacional de Educação
Marcia Abreu e Marcos Cordiolli – Caderno CEC Plano Nacional de Educação (PNE 2011_2020)

Refletindo...

Essa pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta??

Deputado propõe detectores de metal na entrada das escolas

A tragédia ocorrida no inicio de abril na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, onde adolescentes morreram e outras pessoas ficaram feridas, reacendeu o debate sobre a questão da segurança nos estabelecimentos de ensino do País.

Diante disto, o deputado Roberto Aciolli (PV) apresentou projeto de lei que prevê a obrigatoriedade da colocação de detectores de metais nas entradas das escolas estaduais do Paraná. “A intenção do projeto é evitar tragédias como esta, onde, sem motivo aparente, um jovem armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, dispara mais de cem tiros contra estudantes”, disse.

Segundo Aciolli, todas as pessoas deverão passar pelas máquinas ao entrar nas escolas, inclusive alunos e funcionários. De acordo com o projeto, as despesas decorrentes da lei virão de dotações a serem apresentadas no Orçamento do estado.

Se aprovado pelos parlamentares, o projeto também prevê prazo para instalação do equipamento – 120 dias – e aplicação de penalidades, como advertência e multa.

No entanto, ainda não há um prazo para a apreciação do projeto de lei.

sábado, 16 de abril de 2011

Dia Nacional do LIVRO INFANTIL


Por Jussara de Barros - Graduada em Pedagogia - Escola Brasil

O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.

“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que o mesmo dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.

Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil, brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.

Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.

Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.

Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira e seus famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor de rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?

Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.

Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-nacional-livro-infantil.htm

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Reformas em escolas estaduais devem custar até R$ 1 bilhão

Valor equivale a 25% do orçamento da Seed esse ano. Balanço aponta que cerca de 200 colégios da rede estadual têm necessidade de obras urgentes

Por Vinicius Boreki e Mariana Scoz, especial para a Gazeta do Povo

O governo do estado estima gastar de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão para reformar as cerca de 2,2 mil escolas estaduais durante os quatro anos da gestão Beto Richa (PSDB). Não se sabe, no entanto, de onde virão os recursos – que podem representar até 25% do orçamento da Secretaria de Estado da Educação (Seed) de R$ 4,1 bilhões em 2011. Em princípio, as possibilidades para obtenção da verba são financiamentos do Ministério da Educação ou do Banco Mundial.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Como identificar problemas de leitura precocemente

Pesquisadores estão fazendo progressos em direção ao diagnóstico precoce e o tratamento de dificuldades de aprendizagem

Tocar piano, para quem começou agora a aprender o instrumento, é uma tarefa intimidante: aprender o movimento certo dos dedos, a forma correta de usar pedal, ler as notas e continuar no ritmo. Para uma criança com problemas de leitura, compreender uma simples palavra pode ser tão desafiador quanto isso.

“As pessoas não entendem que ler é uma habilidade complexa”, diz G. Reid Lyon, líder em pesquisas de políticas educacionais na Universidade Southern Methodist e de pesquisas sobre cognição e neurociência na Universidade do Texas, nos EUA

As dificuldades de aprendizado podem se manifestar de várias formas, desde uma incapacidade em se compreender números ou textos. Mas as dificuldades de leitura são, de longe, as mais comuns. “Representam cerca de 80% a 90% das dificuldades de aprendizagem”, diz Lyon.

Na última década, os pesquisadores desenvolveram técnicas capazes de detectar estas dificuldades cada vez mais cedo – inclusive na infância – e a criação de intervenções que minimizem seus impactos.

O cérebro do bebê
Por definição, crianças com estas dificuldades não sofrem de problemas intelectuais, sensoriais ou distúrbios emocionais. Elas geralmente têm capacidades normais ou até acima da média em algumas áreas acadêmicas e cognitivas.

Quanto mais cedo se identificar dificuldades de aprendizado em uma criança, melhor. De acordo com Lyon, 17% das crianças que não conseguem melhorar sua leitura até os 9 anos permanecem com esta dificuldade pelo resto da vida. “No entanto, grande parte das intervenções é iniciada após dois ou três anos de alfabetização”, diz o psicólogo Dennis Molfese, da Universidade de Nebraska, nos EUA. “Ou seja, a intervenção tem início quando a dificuldade já está completamente estabelecida”, acrescenta.

Segundo Molfese, nos EUA os programas de intervenção demoraram a serem validados e as escolas ainda oferecem resistência em adotá-los. “Quando uma criança apresenta dificuldades de leitura, a probabilidade de ela permanecer com o problema é grande”, diz.

Iniciar tardiamente o tratamento tem se mostrado pouco eficaz. As crianças não conseguem atingir os níveis de compreensão e leitura que um leitor sem dificuldades consegue, chegando a 80% ou 85% do considerado padrão. “O tratamento funciona até certo ponto, mas a maioria das crianças nunca chegará aos níveis de leitura desejados, podendo nunca desenvolver prazer pela leitura”, diz.

Para resolver esse dilema, Molfese e sua esposa, Victoria Molfese, psicóloga do desenvolvimento especializada em educação infantil na Universidade de Nebraska, desenvolveram um método para identificar em recém-nascidos o risco de desenvolver dificuldades de leitura com uma precisão impressionante.

Em 1985, a dupla publicou no periódico Infant Behavior and Development, que eles haviam identificado padrões das ondas cerebrais infantis que tinham relação com as diferenças nas habilidades de linguagem e tamanho do vocabulário, quando estas crianças atingissem 3 anos de idade. Ao longo dos anos, eles expandiram este trabalho. Em um estudo publicado em 2000, no periódico Brain and Language, eles relataram que podiam prever com 80% de precisão se recém-nascidos poderiam apresentar problemas significativos de leitura aos 8 anos. “Agora, nossa precisão é de até cerca de 99%”, diz Dennis Molfese.

Segundo Molfese, o exame é relativamente simples. São afixados eletrodos no couro cabeludo do bebê para registrar suas ondas cerebrais enquanto ouvem sons de sílabas diferentes, como “ba” e “ga”. Na maioria dos recém-nascidos, há um aumento acentuado na atividade cerebral que ocorre cerca de um quarto de segundo depois de ouvir os sons. “Nos bebês em risco, há um atraso nesta resposta com cerca de mais de um quarto de segundo. É muito fácil ver nos registros de ondas cerebrais”, diz. Os bebês conseguem ouvir normalmente, mas o cérebro processa o som mais lentamente.

O casal espera usar estas descobertas para desenvolver intervenções precoces que possam minimizar ou mesmo prevenir distúrbios de aprendizagem. “Sabemos que a plasticidade do cérebro pode ocorrer nos primeiros anos de vida”, diz Dennis Molfese. “Por que não ‘reprogramar’ logo o cérebro?”.

Para chegar a este ponto, em parceria com pesquisadores da Finlândia, eles estão desenvolvendo um jogo de computador que apresenta os símbolos gráficos com diversos sons. Para jogar, as crianças precisam classificar os símbolos e os sons conforme eles aparecem. Pode-se ainda ajustar as configurações de modo que a diferença entre dois sons se torne cada vez mais ambígua, ajudando a criança a gradualmente conseguir distinguir entre sons similares. “O jogo foi originalmente desenvolvido para as crianças da pré-escola, mas esperamos que possa ser adaptado para crianças ainda menores”, diz Victoria Molfese.

Intervenções efetivas
Enquanto as estratégias de intervenção para bebês e crianças pequenas ainda estão em fase de testes, abordagens que visam a crianças com idade pré-escolar e no jardim de infância começam a ser postas em prática. No entanto, o tema ainda gera dúvidas entre professores e psicólogos. Afinal, qual deve ser o foco deste tratamento?

Durante o Painel Nacional de Alfabetização, convocado em 2009 pelo Instituto Nacional de Alfabetização, apoiado pelo Departamento de Educação dos EUA, do qual Victoria participou, se chegou à conclusão de que as habilidades críticas são a escrita, o conhecimento do alfabeto, as tarefas de nomeação rápida e processamento fonológico (a capacidade de dividir as palavras em sons e sílabas).

Segundo o psicólogo Jack Fletcher, da Universidade de Houston, nos EUA, estas abordagens podem ser extremamente eficazes. “Temos muitas evidências. Muitos estudos de neuroimagem mostram que, se as crianças passam por intervenções eficazes, há uma mudança no funcionamento do cérebro para a leitura”, diz ele.

Resultados
Mesmo com todos estes avanços, os pesquisadores lembram que não há cura para todas as dificuldades de aprendizagem, já que existem níveis diferentes de dificuldades. “Crianças com dificuldade leve podem ter uma recuperação total, com a intervenção adequada. Mesmo em níveis mais graves, o reconhecimento precoce pode ajudar a garantir que as crianças recebam as ferramentas necessárias para gerenciar suas dificuldades”, diz Lyon.

E apesar das evidências de que a intervenção precoce é efetiva, pouco tem sido feito nas escolas, onde o diagnóstico continua sendo tardio. “A tendência é postergar o diagnóstico à espera do fracasso das crianças”, diz Fletcher.

Para Molfese, é necessário haver uma mudança de paradigmas dentro da psicologia como um todo para que se passe a considerar a prevenção nestes casos. Molfese concorda. “A maioria dos Estados realiza testes em recém-nascidos para problemas de audição e para algumas doenças genéticas. Adicionar cinco minutos de teste de ondas cerebrais para avaliar o risco de dificuldades de aprendizagem é fácil e relativamente barato”, diz.

Após três décadas de pesquisa, Victoria está esperançosa, mas sabe que ainda falta um longo caminho a percorrer. “Temos pelo menos mais 30 anos de pesquisas pela frente”, conclui.

Créditos: este material aparece originalmente em inglês como Catching reading problems early. Copyright © 2010 da American Psychological Association (APA). Traduzido e reproduzido com permissão. A APA não é responsável pela exatidão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou, ainda, distribuída sem permissão prévia por escrito da APA.

fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/04/08/como-identificar-problemas-de-leitura-precocemente/