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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Qual das duas professoras você é?

Se você é educador dos anos iniciais, principalmente, veja com qual das duas professoras apresentadas no texto a seguir, você mais se identifica.

“JOÃOZINHO VAI À ESCOLA”
Joãozinho era um menino pequeno. Mas já sabia fazer muitas coisas. Aprendeu algumas com seu pai, outras com sua mãe, amigos e muitas sozinho, tentando no pátio de sua casa, no seu quarto, na copa de sua árvore preferida...
Ele estava muito entusiasmado, pois iria iniciar mais uma nova aventura: IR PARA A ESCOLA!
Chegando lá ele a achou enorme. Olhava tudo com assombro e curiosidade.
“Puxa  quanta coisa farei aqui”, pensava  Joãozinho.
Certo dia a professora anunciou:

__ Hoje vamos fazer um desenho!
Joãozinho vibrou. Ele adorava desenhar. Sabia fazer um monte de coisas. Pegou seus lápis de cor para começar. Porém a professora impede que ele comece, ela nem havia dito o quê nem como deveriam fazer.
__ Vamos  fazer uma árvore!
Joãozinho  se  entusiasmou novamente. Ele sempre desenhava as árvores que havia em sua casa. “Vou desenhar  o meu pé de cinamomo. Ele está cheinho de flores... vou desenhar a casinha que eu construí na árvore”... ia pensando Joãozinho. Mas novamente foi interrompido. __ Prestem atenção!  Olhem bem para esta árvore que a professora desenhou. Observem as cores... do tronco, da copa.
Joãozinho olhou para a árvore da professora. Até que era bonitinha, mas achava as suas mais bonitas.
Calado, pegou o lápis e desenhou a árvore da professora: tronco marrom, copa verde.
Outro dia a professora disse que teriam uma surpresa, apresentou uma barra de argila e anunciou:
__ Hoje vocês vão modelar!
Joãozinho sabia e adorava modelar. Perto de sua casa tinha muito barro. Ele e seus irmãos faziam com o barro coisas lindas. 
Amassando entusiasmado seu pedaço de argila, pensava no  que iria inventar . O entusiasmo durou pouco até a professora dizer:
__ Vamos fazer um cinzeiro para presentear o papai. Olhem para este cinzeiro que eu trouxe. Hoje vamos modelar,  outro dia pintar. Os pais  de vocês vão adorar. Vai ficar lindo!...
Joãozinho, calado, começou a modelar o seu cinzeiro. Não gostou do cinzeiro, o pior, seu pai nem fumava.
Joãozinho, que antes adorava seus desenhos, suas modelagens, mudou muito. Já não se entusiasmava mais com as surpresas anunciadas pela professora. Aprendeu a fazer as coisas iguais às da professora. Tirava boas notas.
Um dia a família de Joãozinho mudou de cidade e o menino teve que ir para outra escola.
A nova professora contava histórias e solicitava para que todos a ajudasse contar e dramatizar  as histórias. Joãozinho só respondia o que lhe perguntavam.
Após a história a professora falou:
__ Vamos desenhar o que mais gostamos da história!
Joãozinho  ficou esperando que a professora dissesse o que deveriam desenhar. Mas ela não disse. Ela ficava andando pela sala. Chegando perto de Joãozinho, perguntou:
__Você não quer desenhar?
__ Sim senhora, mas o que devo fazer?
__ Aquilo que você quiser. Você é quem sabe o que mais gostou da história.
__  Como devo fazer?  Que cores devo usar?
__  Como você achar que fica melhor. O desenho é seu. Que graça teria se todos fizesse tudo igual?...
Joãozinho voltou-se para sua folha e começou o seu desenho... “uma árvore de tronco marrom e copa verde...”

Fonte: FEIL, Iselda T. Sausen. Alfabetização: Um desafio para um novo tempo. Vozes.      

domingo, 29 de junho de 2014

Remexendo meus guardados encontrei uma bela sugestão da Psicóloga Rosely Saião, dirigida aos pais, muito válida também para os que convivem com crianças e desejam deixar nelas uma semente de alta estima e solidariedade. Confiram a seguir:

Pais devem ensinar prazer da convivência

Em uma conversa da autora, sobre a qualidade do tempo que os pais dedicam ao convívio com os filhos... a conversa provocou os leitores, que enviaram uma correspondência bem variada em relação ao tema... pedindo sugestões de atividades que pudessem reunir pais e filhos em torno de um mesmo interesse.

Afirmou a Psicóloga “a primeira coisa sobre a qual é importante refletir é justamente essa tendência de sair em busca de algo diferente ou interessante para fazer quando estão com os filhos. Aí é um tal de procurar programas. Atividades culturais e artísticas, viagens, que acabam roubando boa parte do tempo que poderia ser passado com os filhos.

Não é preciso tanto empenho para criar motivações para que os filhos se interessem em desfrutar da companhia dos pais. Basta – o que não é pouco – estabelecer com os filhos, desde cedo, o hábito de fazer coisas simples juntos, de ter boas conversas, sobre qualquer assunto, de expressar o prazer de estar lado a lado, mesmo que num bom embate de ideias, mesmo que num conflito. Companheirismo familiar, esse é o ponto. E isso se aprende.

Para que os pais possam ensinar aos filhos o gosto pela convivência familiar, é preciso que isso faça parte da vida deles, que gostem de estar com os filhos. E essa é uma descoberta que se faz pouco a pouco, à medida que o filho cresce. Nos primeiros anos, sentar no chão com o filho, engatinhar com ele, jogar bola são maneiras de mostrar o prazer de conviver; alguns anos depois, ler livros juntos, desenhar ou pintar, tomar sorvete à tarde são outros modos de mostrar ao filho que é gostoso estar junto com ele.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DOS JOGOS NAS CLASSES DE ALFABETIZAR


Os jogos representam rico um recurso para o ensino da leitura e da escrita nas classes de alfabetização e letramento. Ao realizar seu planejamento o professor deve incluir os jogos que melhor correspondam aos objetivos de ensino: diferenciar e identificar as letras do alfabeto, representar determinada letra, identificar os nomes dos colegas de sala, reconhecer ou escrever palavras. Independentemente dos métodos ou processos utilizados, os jogos sempre são bem vindos.  

Apesar ser um recurso para aprender e ensinar brincado, os mesmos devem ser escolhidos com cuidado. Certos jogos custam caro, dão muito trabalho para confeccionar, organizar, guardar, utilizar, mas não surtem resultados importantes. Alguns fatores como, praticidade, possibilidades de atividades diversificadas, estímulo às atividades psicológicas superiores: percepção, atenção, memória e raciocínio, devem ser considerados para a seleção.

Com a finalidade de contribuir com os professores alfabetizadores publicamos no menu RECURSOS algumas sugestões de jogos para os anos iniciais.