R E F L I T A:


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Especialista alerta que água não é suficiente para se manter hidratado no verão


Beber água não é suficiente para repor os sais minerais expelidos pelo suor, alerta a  integrante do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio, Vânia Barberan. Apesar de o calor estimular o consumo de água, a especialista alerta que para manter o  bom funcionamento do organismo, outros líquidos devem ser ingeridos.
De acordo com ela, a população deve ter o hábito de beber sucos da fruta em vez de refrigerantes, como muitas pessoas fazem. "Água é bom, hidrata, mas não é o suficiente. Trocar a água pelo refrigerante também não é bom, porque os refrigerantes ou as bebidas artificiais não oferecem nutrientes". Segundo Vânia, o ideal é trocar a água pelo suco de fruta, aqueles que a pessoa faz em casa, como uma limonada, ou o de caixinha.
Outro alerta feito pela nutricionista é com relação aos sucos à base de soja. Vânia explicou que esses produtos são uma nova categoria de alimentos e não contêm os mesmos nutrientes encontrados nos sucos de frutas. "Existe uma série de estudos com relação a essa bebida, o ideal é que elas sejam ingeridas com moderação. A gente não toma leite na mesma proporção que o suco de fruta, então é melhor compará-lo [o suco à base de soja] a um leite, embora ele não tenha os ingredientes do leite", disse.
Segundo a nutricionista, um adulto precisa tomar, em média, dois litros de líquido por dia, diversificando entre a água e outras bebidas saudáveis para que os nutrientes sejam renovados em seu corpo.
Para amenizar a sensação de calor, além dos cuidados com a alimentação, é preciso prestar atenção aos perigos dos raios solares. Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o indivíduo deve evitar se expor ao sol entre as 10h e as 17h. É necessário usar protetor solar.
Chieppe alertou também quanto ao armazenamento dos alimentos. "Os alimentos estragam com mais facilidade, principalmente quando não ficam refrigerados adequadamente. Os cuidados devem ser redobrados", frisou.
O representante do governo lembrou a necessidade de cuidados com a dengue, já que no verão os índices de casos da doença costumam ser altos.
Fonte: O Diário Online

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Morre primeira professora de Maringá


 Por RIGON | 

Dirce de Aguiar Maia

Será sepultada hoje às 17h, no Parque Iguaçu, em Curitiba, o corpo de Dirce de Aguiar Maia, primeira professora e primeira diretora de escola de Maringá. Ela faleceu ontem no Hospital Sugisawa, aos 90 anos. O corpo está sendo velado no Parque Iguaçu. Dirce de Aguiar Maia aparece de vestido estampado na foto acima, ao lado das primeiras professoras primárias de Maringá, em 1948, quando a cidade tinha 1 ano de fundação),- 1ª Professora e 1ª Diretora de Maringá (vestido estampado) junto com as primeiras educadoras primárias que a cidade conheceu, como Maria Balani, Candinha Balani, Stefania Moreno, Neiva Camargo, Agmar dos Santos e Maria Pizzolato Maragno. Dirce, que dá nome a um colégio na Vila Santa Isabel, foi casada com Aníbal Goulart, político maringaense que teve a residência incendiada num dos episódios do início da história local.

Segundo Fernando Tupan, ela foi ativista política, militou em diversos partidos políticos tanto em Maringá quanto em Curitiba. Nasceu no estado do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1922, deixa 2 filhos e netos.

fonte: Blog do Rigon

domingo, 9 de dezembro de 2012

Uniforme dedo-duro


Por RIGON | 

A Câmara Municipal de Maringá aprovou ontem um projeto do vereador Paulo Soni (PSB) que prevê a adoção de um chip eletrônico nos uniformes dos alunos da rede municipal. Toda vez que o estudante passar pelo portão de entrada da escola um sensor registrará a sua presença e avisará os responsáveis por meio de mensagem de celular. O sistema, que detectará a presença por ondas de radiofrequência, também registrará o horário de saída da escola. Vários municípios brasileiros já adotaram o sistema de monitoramento. Ao privilegiar esse tipo de medida (no rol de outras que igualmente monitoram os alunos, como as câmeras de vigilância), a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) revela que está abrindo mão da sua função de educar e de transformar comportamentos, formando cidadãos. Inverte-se a lógica que levou à criação das escolas, cuja função é socializar conhecimentos e formão cidadãos, e a elas resta vigiar e punir.
Ivana Veraldo 

sábado, 24 de novembro de 2012

"ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA"


É inaceitável uma criança, que consegue dar um recado, comprar pão, brincar com outras crianças, frequentar as aulas todos os dias, durante 1, 2 e até 3 anos sem aprender ler escrever um pequeno texto.

Para ensinar a ler e a escrever é necessário mostrar aos alfabetizandos como funciona o nosso sistema de escrita. Este deve ser um trabalho contínuo e constante nas classes de alfabetização. 

Não é porque alguns alunos começam a escrever que o professor vai "abandonar" aqueles que ainda estão apresentando dificuldades. O alfabetizador deve recorrer a atividades interessantes que levem a reflexão. Os jogos alfabetizadores também dão excelentes resultados.   

O Programa "alfabetização na idade certa" proposto pelo governo federal é muito bem vindo. O incentivo aos professores é importante, mas este programa precisa: envolver toda a comunidade escolar e as famílias dos alunos, ser supervisionado e bem avaliado. 

Cada um deve cumprir a parte que lhe toca. Os educadores necessitam participar de formação continuada porque a escola não está sabendo como ensinar. 

Bem disse a presidenta Dilma que os pais também  devem assumir este compromisso.



Para Dilma, alfabetização na idade certa é pilar para o ...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Câmara conclui votação e nova divisão de royalties vai a sanção


Expectativa é que proposta permita aos Estados não produtores dividir bolo de R$ 8 bi no próximo ano; texto final ainda pode mudar

Eduardo Bresciani, da Agência Estado

SÃO PAULO - A Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto que muda a distribuição dos royalties do petróleo aprovando a proposta original do Senado. O projeto altera as regras também para áreas já licitadas, não dá garantia de receitas para estados produtores e não faz vinculação de áreas em que os recursos devem ser gatos. Com isso, o texto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Foram 286 votos a favor e 124 contrários.

O projeto do Senado, de autoria de Vital do Rêgo (PMDB-PB), traz prejuízos maiores aos estados produtores do que a proposta de Carlos Zarattini (PT-SP), alternativa derrotada em plenário. As tabelas que dão base ao projeto do Senado tem como referência a arrecadação de 2010 e, diferente do texto do deputado petista, não há nenhuma garantia aos produtores de receber ao menos o mesmo montante arrecadado em 2011. A expectativa é que a proposta permita aos não produtores dividir um bolo de R$ 8 bilhões já no próximo ano.

Outra diferença de fundo entre os dois textos é que na proposta aprovada não há vinculação de recursos para a educação, como defende o governo federal. O texto de Vital não traz obrigação de gastos em nenhuma área.

Também contrariando o Palácio do Planalto, a proposta altera a distribuição para áreas já licitadas. Isso pode levar Rio de Janeiro e Espírito Santo a frustrações bilionárias de arrecadação nos próximos anos. A forma como a proposta foi redigida, porém, permite que a presidente vete apenas esta parte, mantendo novos critérios de distribuição apenas para áreas que serão leiloadas pelo modelo de partilha, criado após a descoberta das reservas na camada pré-sal.

A disputa sobre os royalties do petróleo decorre do grande crescimento da produção. No ano passado, os royalties e participação especial recolhidos ultrapassaram R$ 24 bilhões e a expectativa é que este montante chegue a R$ 31 bilhões no ano que vem e passe de R$ 54 bilhões em 2020.

fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,camara-conclui-votacao-e-nova-divisao-de-royalties-vai-a-sancao,133794,0.htm

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ensino Fundamental

Ensino Fundamental  é um dos níveis da Educação Básica no Brasil. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 6 anos de idade.
objetivo do Ensino Fundamental Brasileiro é a formação básica do cidadão. Para isso, segundo o artigo 32º da LDB, é necessário:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
Desde 2006, a duração do Ensino Fundamental, que até então era de 8 anos, passou a ser de 9 anos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9395/96) foi alterada em seus artigos 29, 30, 32 e 87, através da Lei Ordinária 11.274/2006, e ampliou a duração do Ensino Fundamental para 9 anos, estabelecendo como prazo para implementação da Lei pelos sistemas de ensino, o ano de 2010.

O Ensino Fundamental passou então a ser dividido da seguinte forma:

o Anos Iniciais – compreende do 1º ao 5º ano, sendo que a criança ingressa no 1º ano aos 6 anos de idade.

o Anos Finais – compreende do 6º ao 9º ano.

Os sistemas de ensino têm autonomia para desdobrar o Ensino Fundamental em ciclos, desde que respeitem a carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídos em, no mínimo, 200 dias letivos efetivos.

O currículo para o Ensino Fundamental Brasileiro tem uma base nacional comum, que deve ser complementada por cada sistema de ensino, de acordo com as características regionais e sociais, desde que obedeçam as seguintes diretrizes:

I – a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II – consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
III – orientação para o trabalho;
IV – promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais. (ART. 27º, LDB 9394/96)

A responsabilidade pela matrícula das crianças, obrigatoriamente aos 6 anos de idade, é dos pais. É dever da escola, tornar público o período de matrícula.

Além da LDB, o Ensino Fundamental é regrado por outros documentos, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001), os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) e as legislações de cada sistema de ensino.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Incentivo à doação de medula óssea



As lutas da vida real



Brincadeira


Em dezembro de 2011, Matheus Steilein Trevizani (foto), com 3 anos na época, começou a sentir fortes dores na perna. Após uma ressonância magnética, células de câncer foram encontradas. A mãe, Jaqueline, conta que em quase um ano de tratamento o menino jamais deixou de brincar, de correr ou de sorrir. “Ele é cheio de energia, de alegria. Encarou tudo como uma brincadeira.” Segundo ela, o vídeo mostra a importância de ser um doador. A dificuldade de encontrar alguém compatível fora da família é muito pequena. Quanto mais pessoas cadastradas como doadores, melhor.”

Careca


Isabella Matumoto, 19 anos (foto), encontrou no banco de doadores de medula óssea alguém compatível com ela e em breve poderá passar pelo procedimento. Ela não sabe seu nome, endereço, raça, idade ou sexo, mas espera que em dois anos (tempo em que nem doador nem receptor podem entrar em contato um com o outro) possa conhecê-lo. Ela havia decidido não participar do vídeo por não ter “assumido” a careca. Seu pai, Francisco Matumoto, resolveu substituí-la e ela se emocionou. “Agora vejo minha careca e tenho orgulho. Espero que o vídeo ajude muita gente”, conta.

Nossa missão é ajudar


Gabrielli Folle, 12 anos - Com 80% de chances de cura por meio do tratamento quimioterápico, que deve durar dois anos, Gabrielli Folle, de 12 anos, encara a luta com muita força e coragem. A mãe dela, Fabielli Folle, ainda não descartou a possibilidade de a menina ter de realizar o transplante no futuro, mas elas acreditam que é possível sim conscientizar as pessoas da importância de se tornarem doadoras. “Essa luta não é fácil. É preciso ficar atento a qualquer probleminha que ela tenha, como febre, alguma dor, até picada de mosquito pode se tornar algo muito grave. Mas nós acreditamos que estamos nesse mundo para ajudar o próximo. Assim, podemos fazer a diferença”, diz a mãe. E participar do vídeo foi um oportunidade para que elas ajudassem a tocar o próximo a fazer o bem. “[A sensação de ter participado] é incrível. É emocionante. Fico quase sem palavras. Muitas pessoas nem sabem que é possível ter esse ato de amor. Antes de eu passar por isso, também não sabia. Agora quero ajudar a divulgar”, conta a menina. “Acredito que muitas pessoas vão ver o vídeo, se emocionar e sentir que devem doar medula para salvar uma vida.”

Dois objetivos

Daniel Ansay, 30 anos - Após passar a sentir muito cansaço, Daniel Ansay, 30 anos, decidiu começar a praticar exercícios para melhorar seu condicionamento físico. Quando fez os exames recomendados, a leucemia foi detectada. Depois do choque inicial, Daniel passou a fazer o tratamento quimioterápico, hoje a doença já está controlada e ele recebeu alta. Mesmo não tendo precisado de transplante de medula, seus quatro irmãos fizeram os testes de compatibilidade e nem um poderia ser doador. Isso significa que, se no futuro ele tiver de fazer um transplante, precisará encontrar alguém cadastrado no banco de medula óssea. “Quando me convidaram para participar do vídeo, eu já estava em alta, mas aceitei na hora. Essa foi uma grande oportunidade para duas coisas: a primeira mostrar para quem sofre com o problema que há outras pessoas na mesma situação e estão lidando com isso sempre com muita força. E a segunda foi divulgar a importância de ser um doador de medula.”

A ajuda veio da Alemanha

Noah de Brito Nadalini, 1 ano e 3 meses - Aos 10 meses de idade, Noah de Brito Nadalini foi diagnosticado com leucemia. Como seu caso era grave, o bebê precisava o quanto antes de um transplante de medula óssea. Felizmente, em apenas quatro meses veio a notícia de que havia um cordão umbilical compatível na Alemanha. O material veio para o Brasil, e há três semanas, pouco tempo depois de Noah e seus pais terem participado das gravações do vídeo, ele foi submetido ao transplante. “Fizemos questão de participar do vídeo com o Noah. Nós já temos um blog, no qual divulgamos toda a história dele e incentivamos as pessoas a serem doadoras. Muita gente conta que depois que leu o blog resolveu se cadastrar no banco de doadores de medula óssea”, diz a mãe dele, Camila Brito Nadalini. O menino agora está bem, mas continua internado de forma isolada porque sua imunidade está muito baixa. “Por enquanto só meu marido e eu ficamos com ele. Os cuidados são muito intensos nessa fase, mas acredito que em três semanas possamos ir todos para casa.”
  Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1308843&tit=Video-com-portadores-de-leucemia-tem-26-mil-acessos-#ancora

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Maringá


Sugestão de acesso


Ola,

Na revista Projetos Escolares - educação infantil nº 90 tem atividades bilingues sobre as diferenças e similaridades físicas entre as pessoas.

Abraços,
Betina

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ensino Fundamental


O ensino fundamental é obrigatório para crianças e jovens com idade entre 6 e 14 anos. Essa etapa da educação básica deve desenvolver a capacidade de aprendizado do aluno, por meio do domínio da leitura, escrita e do cálculo. Após a conclusão do ciclo, o aluno deve ser também capaz de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família.
Desde 2005, a lei nº 11.114 determinou a duração de nove anos para o ensino fundamental. Desta forma, a criança entra na escola aos 6 anos de idade, e não mais aos 7, e conclui aos 14 anos, ou seja, no 9º ano.
A nova regra garante a todas as crianças tempo mais longo de convívio escolar e mais oportunidades de aprender. A ampliação do ensino fundamental começou a ser discutida no Brasil em 2004, mas o programa só teve início em algumas regiões em 2005. Os estados e municípios têm até 2010 para implantar o ensino de nove anos. Até 2009 92% dos municípios já implantaram o Ensino Fundamental de nove anos.
Segundo o Censo Escolar de 2010, 31.005.341 de alunos estão matriculados no Ensino Fundamental Regular. A grande maioria (54,6%) na rede municipal com 16.921.822 matrículas. As redes estaduais correspondem a 32,6% dos matriculados, as privadas atendem a 12,7% e as federais a 0,1%.

Provinha Brasil 
Para garantir a alfabetização de todas as crianças até 8 anos, o ensino fundamental conta com a Provinha Brasil. O exame permite avaliar as habilidades relativas ao processo de alfabetização dos alunos e ajuda a evitar que as crianças cheguem à quarta série do ensino fundamental sem dominar a leitura e a escrita. 

Fontes:

Inep  

Aprendizagem lúdica


Entrevista Magda Becker Soares

Para fundadora do Ceale - instituição de referência na questão da leitura e da escrita - a Educação Infantil deve promover o desenvolvimento social e cognitivo da criança, sempre enfatizando as dimensões lúdicas desse processo


Rubem Barros
A educação infantil é para que a criança se desenvolva socialmente e cognitivamente de forma lúdica". Assim a professora Magda Becker Soares, fundadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, resume, de forma direta, os conflitos que afligem muitos educadores quanto à dimensão de aprendizagem da educação dos 0 aos 5 anos. Ou seja, ela deve existir, porém de uma maneira particular, que valorize a infância e os interesses da criança.

Às voltas com seu próximo livro, uma extensa reflexão batizada de Alfabetização: a questão dos métodos, no qual discute o desenvolvimento da escrita na criança, a partir de referenciais da psicogênese, da psicologia cognitiva e das ciências lingüísticas, a educadora discute a seguir as possibilidades curriculares da educação infantil. E defende a importância do trabalho com a literatura infantil para o processo de letramento.

Como a senhora vê a questão do currículo na educação infantil, especialmente com relação ao contato com a escrita e a leitura?
Na educação infantil, devemos enfrentar uma longa tradição de algo que começou com o significativo nome de jardim da infância, com a ideia de que a criança ficaria ali para desenvolver-se espontaneamente, com pessoas que estariam ali apenas atentas ao que elas faziam. Esse é um conceito errôneo de educação infantil, o conceito de que, nessa etapa, não deve haver aprendizagem. Há, ainda hoje, quem rejeite que as instituições voltadas a essa fase sejam chamadas de escolas. Na realidade, essa fase representa o início da educação formal das crianças. O que diferencia essa educação formal da educação familiar, e também da educação que se dava em instituições, antes das novas concepções de educação infantil? É que na educação infantil se formaliza a educação da criança. E uma das maneiras de fazer isso é criando um currículo que oriente a criança em sua progressiva inserção no mundo social, no mundo da natureza, e propicie oportunidades para que ela desenvolva linguagens, por meio de sua introdução no mundo da música, da expressão corporal, das representações simbólicas e também no mundo da escrita. É uma fase em que a criança está se desenvolvendo em várias frentes, desde a motora, a do convívio social, da inserção cultural, etc. A escola propicia o processo formal de inserção da criança na sociedade e em sua cultura. E uma parte importante desse processo é a introdução à escrita, ao mundo do impresso. Então é também o momento em que a criança deve e pode ser introduzida no mundo do letramento.
Como as bibliotecas ou o livro devem estar presentes nessas escolas?
Esse é um aspecto importante da introdução no mundo da escrita, que se faz por diferentes meios. Um deles é o contato da criança com o material escrito, com a língua escrita, e um lado fundamental disso é a criação de um contexto de letramento, em que a criança conviva com material escrito em suas várias formas e gêneros. Nesse contexto de letramento, a biblioteca tem um papel fundamental, e essa é uma das barreiras que devem ser vencidas na educação infantil. Por exemplo, no programa ProInfância, em que o MEC oferece a planta para a construção de creches e escolas de educação infantil nos municípios, essa planta vem surpreendentemente  sem espaço para biblioteca.
Isso não foi modificado?
Tive oportunidade de levantar essa questão, mas não tive notícia de modificação. Sei que algumas instituições que já estavam em construção, em municípios em que as pessoas têm sensibilidade para essa questão, estão destinando alguma parte da planta para biblioteca. Mas há resistências a isso. Aqui mesmo em Belo Horizonte, incluir a biblioteca num programa de construção de creches foi uma conquista bem recente, resultado da campanha que está havendo no país todo para a formação de leitores. Por outro lado, para lembrar um importante dado positivo, o Programa Nacional da Biblioteca da Escola (PNBE), que até dois ou três anos atrás não incluía a educação infantil, já está na segunda edição em que a educação infantil é contemplada. E é interessante, porque num primeiro momento, o PNBE incluiu a chamada pré-escola, crianças de 4 e 5 anos. Já agora, na edição para 2012, incluiu-se também a creche, com livros para crianças de 0 a 3 anos. Isso representa uma posição do próprio MEC de que a criança deve ter contato com o livro desde a creche, e a escola deve dispor de livros e de biblioteca para toda a faixa da educação infantil. É uma concepção bem recente, que felizmente está se difundindo, embora ainda haja grupos de resistência ao letramento e à alfabetização - o que já é outra conversa - na educação infantil.
O que caracteriza os livros que estão sendo escolhidos pelo MEC para essa etapa da educação?
Isso introduz um novo componente na nossa conversa, que são as editoras. As editoras têm tido dificuldade em identificar o que é adequado para a educação infantil, exatamente por falta de tradição nessa área. O PNBE tem tido alguma dificuldade de constituir acervos para essa faixa etária. Assim, enquanto as editoras inscrevem um número enorme de livros para os ensinos médio e fundamental, a educação infantil, como também a Educação de Jovens e Adultos, recebe um número bem menor de inscrições de títulos. Isso mostra a pouca produção para essas faixas e o conhecimento precário de editoras e autores sobre o tipo de livro que é mais adequado para crianças que ainda não leem, que ainda não estão alfabetizadas, mas que devem ser inseridas no mundo do livro, da escrita, da literatura.
É curioso isso, pois temos uma tradição de literatura infantojuvenil, inclusive com muitos livros apenas de imagens. Isso ainda não está dialogando bem com o processo de seleção?
O PNBE, como também o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), têm tido uma influência muito positiva. Pelos critérios de seleção, as editoras vão compreendendo o processo. Já percebo uma diferença do primeiro PNBE destinado à educação infantil para este segundo. Há uma aproximação maior do tipo de livro adequado para crianças nessa faixa etária.

Que papéis a literatura infantil pode desempenhar nesse primeiro contato das crianças com as letras?
São muitos. Primeiro, o próprio conhecimento do objeto livro, a familiaridade com ele, o saber que objeto é esse, a possibilidade de manipulá-lo. Essa é uma das questões que dificulta a produção para a educação infantil, pois o livro deve ter algumas características materiais adequadas à criança. Por exemplo, o ideal seria que as páginas fossem cartonadas, para que o livro fosse resistente e crianças que ainda não têm suficiente coordenação motora pudessem manipulá-lo. Livros-brinquedo, livros pop-up, fascinam as crianças. Para a creche, seriam importantes livros de pano. Mas essas alternativas tornam a produção do livro difícil e sobretudo cara. Uma parte significativa dos melhores livros para a educação infantil são títulos traduzidos de outros países que não enfrentam as mesmas dificuldades econômicas que as editoras daqui enfrentam. São livros muito caros, que acabam não sendo inscritos no PNBE, pois o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) compra os títulos a preços baixos. Então, não compensa para as editoras inscrever livros de custo alto, pois não teriam condições de vender esses livros para o MEC pelo preço que é proposto. Um outro aspecto importante é que esses livros são traduzidos para o português por contratos com editoras estrangeiras, a maioria da Europa e dos Estados Unidos, e normalmente não é possível fazer uma edição específica para vender ao governo. Em geral, são edições pequenas, fruto de acordos com editoras de outros países, e isso acaba dificultando a chegada desses títulos. Mas, aos poucos, estamos começando a produzir livros adequados. Por exemplo, aumentou muito a produção do livro só de imagens, sem texto, que é um tipo de livro importante para as crianças pequenas, embora também seja importante o livro com imagens e pouco texto. É importante também o livro com uma quantidade maior de texto e ilustrado, que é o livro que a professora vai ler para a criança, uma forma de leitura fundamental.
E quanto à organização da biblioteca infantil e dos espaços de leitura?
A biblioteca infantil tem especificidades, desde aspectos miúdos, como a maneira como os livros são expostos, não é uma biblioteca como qualquer outra. Não se pode colocar os livros do mesmo modo como ficam numa biblioteca para adultos ou jovens, em pé nas estantes, pois os livros infantis não costumam ter lombada, são finos. Se eles ficam em pé na estante, a criança não os identifica, pois não vê a capa, que é a grande atração para ela. Então as estantes têm de permitir a exposição das capas. Também não cabe fazer os registros de forma tradicional, com fichas. Se elas forem usadas, é preciso que sejam mais icônicas, para que a criança se habitue ao processo de tomar emprestado o livro, levá-lo para casa e devolvê-lo. Ela tem de saber que o livro fica na estante segundo uma certa classificação, mas não é a mesma classificação da biblioteca de adultos. Pode ser por etiquetas coloridas, por exemplo. Além disso, é preciso que haja também, na sala de aula, o cantinho de leitura. A criança vai à biblioteca uma ou duas vezes por semana, mas na sala de aula o contato com os livros deve ser diário. Já tivemos, no PNBE, programas específicos para a constituição dos cantinhos de leitura, para que a criança tivesse acesso aos livros dentro da sala de aula.
Isso aumenta a exposição da criança ao livro?
São fundamentais muitas atividades com os livros, muita leitura de histórias pelas professoras e muito manuseio dos livros pelas crianças. Há muitas escolas - já foram feitas pesquisas sobre isso - em que as caixas do PNBE chegam e ficam trancadas num armário, porque não querem deixar que as crianças tenham livre acesso aos livros, com medo de que sejam rasgados, rabiscados, danificados. Ora, a criança, inicialmente, faz isso mesmo. E só vai aprender a não fazer depois de ter feito uma vez e de ser orientada para não fazer, é preciso formar a criança para lidar com o livro, num processo de aprendizado. É uma questão complexa, que não está sendo contemplada na formação de professoras para a educação infantil. Aliás, o como trabalhar a literatura e como dar acesso a livros de literatura na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental ainda não é um componente importante na formação de professores para esses ciclos.
A senhora mencionou a importância da leitura e da oralidade na educação infantil. Que outras coisas podem ser trabalhadas nessa etapa?
Esse contato com o mundo da leitura e da escrita está acoplado, particularmente na educação infantil, com o desenvolvimento da linguagem oral, pois é o momento em que a criança está ampliando seu vocabulário, suas possibilidades de usos da língua, a aquisição de estruturas sintáticas mais elaboradas. Então, o desenvolvimento da linguagem oral é um dado importante para o desenvolvimento do letramento e da alfabetização. A leitura de histórias pelas professoras não deve ser apenas uma leitura seguida da pergunta se as crianças gostaram ou não. É uma oportunidade de desenvolvimento da linguagem oral. Enquanto a professora lê, vai fazendo com que as crianças façam previsões sobre os rumos da história, analisem as ações das personagens. No fim da leitura, a criança pode reconstruir o texto, de modo a trabalhar as habilidades de compreensão, de inferência e de avaliação, que serão importantes para a leitura individual, quando ela aprender a ler e a escrever. A ampliação do vocabulário é fundamental, e a literatura colabora demais para isso. A ampliação de visão que a leitura proporciona à criança, numa fase em que ela está conhecendo o mundo, também é importantíssima.
E na questão específica da alfabetização, como isso interage?
Essa leitura de livros, não só os de literatura, mas o contato com a escrita em seus diversos usos sociais em nossas sociedades letradas - afinal, a escrita chega a todo lugar, mesmo às localidades rurais mais afastadas - é fundamental, pois é uma espécie de precursor da leitura e da escrita. Veja que não falei pré-requisito, uma palavra que devemos evitar, pois acaba associando a educação infantil a um conceito inadequado, de que essa etapa prepararia a criança para o ensino fundamental. Não é isso. Essa era a visão que se tinha décadas atrás, a de que a criança precisava adquirir certas condições para então aprender a ler e escrever. Prefiro a palavra precursor, para designar certas habilidades, conhecimentos, atitudes que a criança vai desenvolvendo e que serão importantes para que aprenda a ler e a escrever, ou seja, são precursores da alfabetização.
E quais seriam especificamente esses precursores da alfabetização?
Até agora, mencionei os precursores do letramento, ligados ao desenvolvimento da familiaridade com o livro, com a literatura e com outros gêneros textuais, algo que muitas vezes começa antes de a criança chegar à educação infantil escolar, formal. É um continuum, começa quando a criança nasce num ambiente letrado. No plano da alfabetização, do aprendizado da leitura e da escrita, é necessário primeiro delimitar o que é próprio da educação infantil. Não é função da educação infantil alfabetizar a criança, se entendermos por alfabetizar levar a criança a terminar essa etapa já sabendo ler e escrever com alguma segurança. Não é isso (embora isso possa acontecer, e tem efetivamente acontecido muitas vezes). O que é próprio dessa etapa é o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades necessários para que a criança siga uma trajetória de sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita. Na educação infantil, a criança deve pelo menos descobrir o princípio alfabético: descobrir que, quando escrevemos, registramos o som das palavras, e não a coisa sobre a qual estamos falando. Esse é o grande salto que a educação infantil tem de ajudar a criança a dar. Aliás, é o grande salto que a humanidade deu: descobrir que podemos transformar a oralidade em algo visível, que é a escrita. A humanidade também passou por essa fase de primeiro desenhar a coisa a que você está se referindo: escrever casa já foi desenhar uma casa. A criança também passa por essa fase, você pede:  "escreva casa", ela desenha uma casa. O salto é a descoberta de que quando se escreve não se representa a coisa, representa-se o som da palavra que designa essa coisa. A humanidade levou milênios para chegar a esse princípio alfabético, que a criança deve descobrir rapidamente. É mais fácil, obviamente, pois já está descoberto... Ela deve ser ajudada a identificar essa forma de tornar visível a oralidade.
Como se faz para que a criança consiga isso?
É trabalhando muito a consciência fonológica, a percepção de que a língua é som. Porque a criança não tem consciência disso. Dou um exemplo interessante e recorrente na Educação Infantil: você está, por exemplo, desenvolvendo atividades com palavras que comecem com a mesma sílaba, como panela, pato, página. A gente faz jogos com as crianças, para que encontrem palavras que comecem igual. Muitas vezes propõe-se um jogo em que um barquinho é lançado de criança para criança, carregando palavras começadas com determinada sílaba. Com MA, por exemplo, e citamos uma: maçã. E as crianças falam: "abacaxi, banana, pêra". Por quê? Porque  as crianças fazem uma associação não com o som da palavra maçã, mas pensam em outras frutas. Enquanto a criança não descobrir que palavras são sons, como poderão se alfabetizar, se têm de escrever registrando os sons da palavra? Daí a importância da consciência fonológica nessa fase, entendida como consciência dos sons de palavras, de sílabas. Para isso as professoras podem brincar com parlendas, que facilitam colocar o foco no som - e aí quanto menos sentido a parlenda tenha, melhor, para forçar a criança a prestar atenção nesse aspecto. Outra boa alternativa é brincar com rimas, o que também ajuda a prestar atenção no som.
Essa dimensão lúdica é muito importante, não?
É fundamental. Falam muito que, ao trabalhar essas coisas na Educação Infantil, se esquece de que é uma etapa em que as crianças devem brincar, jogar etc. Eu não diria isso. A Educação Infantil é para que a criança se desenvolva socialmente e cognitivamente de forma lúdica. O que também é importante nas séries iniciais do ensino fundamental. Pensam que, se você trabalha com letramento e alfabetização, está tirando o tempo da brincadeira. Mas essas atividades são lúdicas! devem ser lúdicas! Os exemplos que dei anteriormente, como a ida à biblioteca, a leitura de livros, a leitura de histórias, as atividades com os sons das palavras... a criança adora tudo isso, é um brinquedo para ela, isso é lúdico. E a alfabetização é lúdica também. Esse desenvolvimento da consciência fonológica deve ser feito por meio de jogos, que ao mesmo tempo podem ser precursores da alfabetização.
Sob esse aspecto, a educação infantil comporta algum nível de sistematização dessas aprendizagens, ou elas devem ser feitas no ensino fundamental?
É difícil responder a isso, porque na verdade trata-se de um continuum, não há - ou não deveria haver - uma quebra da educação infantil para o ensino fundamental. Isso é algo em que o nosso sistema de ensino tem de insistir. Houve reação de muita gente quando se estendeu o ensino fundamental às crianças de seis anos, idade em que elas ainda estavam na educação infantil. Muitos reclamaram e ainda reclamam, por achar que é um absurdo que crianças de seis anos venham a ser alfabetizadas quando elas ainda estariam na fase da brincadeira. Essa é uma concepção inadequada, porque na verdade não há essas quebras no desenvolvimento da criança. Em todas as fases da vida, o desenvolvimento se dá numa linha de continuidade. E crianças chegam em níveis diferentes de desenvolvimento aos cinco, seis ou sete anos. É preciso haver sistematização e sequenciação, ou seja, um processo seqüente em que a criança desenvolve a consciência fonológica - e precisamos ajudá-la para isso, pois depois ela precisa desenvolver a consciência fonêmica, que depende da primeira. É preciso ir, sequencialmente, relacionando os sons da palavra, percebidos por meio de atividades de consciência fonológica, às letras do alfabeto. Ou seja, não são etapas definidas de forma externa à criança, é um continuum, no processo de desenvolvimento. Como também acontece no ensino fundamental e na educação em geral.  Nesse sentido, a pesquisa da [psicolinguista] Emilia Ferreiro trouxe uma grande contribuição acerca do desenvolvimento da criança no  processo de apropriação do sistema alfabético, mostrando as fases pelas quais ela passa. Começa icônica, o que corresponde à fase da humanidade em que a escrita era desenho; depois a criança começa a perceber que a escrita não é desenho, compreende que são formas específicas, as letras, e começa a escrever registrando letras, aleatoriamente; aos poucos vai descobrindo que há uma correspondência entre sons e letras, e começa a registrar com letras as sílabas, já tendo percebido que a palavra é feita de pequenos "pedaços", até que perceba que dentro de cada "pedaço" há fonemas que as letras representam. Essa última fase é a mais difícil, e vai acontecer, em geral, no início do ensino fundamental. Para ajudar a criança nesse processo, é preciso sequenciar e sistematizar atividades. Não creio em nenhuma educação que não seja sistematizada e seqüenciada.
Quais  as habilidades e conhecimentos fundamentais o professor da Educação Infantil deve ter para ajudar seus alunos nessa fase?
Deve ter, sobre certos temas, conhecimentos tão ou até mais sólidos do que professores do ensino médio. Porque ele deve simplificar sem falsificar. Quem é capaz de fazer isso? Quem domina muito bem os conteúdos. E não só conteúdos. Por exemplo, como desenvolver o gosto da criança pela leitura e pela literatura se a própria professora não tem esse gosto? E, mais do que isso, se não sabe interpretar um texto, mesmo um texto infantil? Se não domina estratégias de leitura? Na minha experiência com a formação de professoras, tenho tido de ensinar o que é uma 4ª capa de livro, uma lombada, um sumário.  Elas não se dão conta de que é preciso dizer à criança em que direção folhear um livro, que é necessário conscientizá-las de convenções que elas, professoras, já internalizaram e acham que são naturais. Isso dando um exemplo simples, sem falar da necessidade de inserir a criança nos mundos natural e social, coisas que dependem de conhecimentos básicos de sociologia, história, geografia, ciências, de matemática. Por exemplo, da mesma maneira que, em relação à alfabetização, na Educação Infantil se orienta a criança para que chegue ao conceito de princípio alfabético, deve-se orientar a criança para que chegue ao conceito de princípio numérico. As professoras não são formadas para isso. Elas teriam de ser boas leitoras,  de ter boa base de teorias da leitura, de conhecer literatura infantil e suas metodologias de trabalho, de conhecer as relações entre fonemas e letras, fonemas e grafemas, de conhecer psicolingüística e psicologia cognitiva, necessárias para orientar a criança em seu processo de aprendizagem, em particular no caso da língua escrita. E os professores não estão sendo formados assim, nem para a Educação Infantil, nem mesmo para o fundamental. O problema básico da educação no Brasil é a formação dos professores. Para as séries finais do ensino fundamental, bem ou mal os professores são formados em conteúdos. Mas, para a Educação Infantil e para as séries iniciais do fundamental, a formação se dá em cursos que não incluem os conteúdos que serão desenvolvidos nessas etapas nem os fundamentos psicocognitivos da aprendizagem desses conteúdos e sua  tradução em uma pedagogia adequada. Essa é a grande ausência na formação de professores. E não estou vendo essa questão ser atacada por processos eficientes.
Ou seja, é preciso reformular os currículos da graduação em pedagogia...
É claro. E é complicado, pois é preciso também uma mudança de postura dos formadores, para que formem alunos dos cursos de pedagogia com o objetivo de torná-los bons professores. Do jeito que estão, os cursos não estão formando adequadamente professores para a Educação Infantil e para as séries iniciais do ensino fundamental. Há poucos cursos de pedagogia que formam alfabetizadores. Há pouquíssimos que têm literatura infantil em suas grades curriculares,. Só por esses dois exemplos, se vê que as professoras não são preparadas adequadamente. Elas mesmas reconhecem isso. Ouço dizerem com frequência: "mas ninguém me ensinou isso". É verdade, não faz parte do currículo da formação. No caso do letramento, sem um mínimo conhecimento de literatura infantil, não há como trabalhar com literatura. É preciso saber, por exemplo, como trabalhar com um livro de imagens com crianças, ou quais as habilidades cognitivas e habilidades de leitura que um livro de imagens pode desenvolver.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Que tal uma noite de jogos em família? Mímica, caça palavras e adivinhação entretém e ensinam ao mesmo tempo

Por Lia Lehr   
Lifesize / Thinkstock / Gettyimages
Sem dinheiro para levar a criançada para passear no final de semana? Quem disse que é preciso sair de casa para se divertir? Institua na sua casa uma noite de jogos. Existem jogos muito divertidos que a família inteira vai poder jogar.
A preparação é muito simples. Reúna todos e proponha alguns jogos. Como comida, faça pizzas de vários sabores. “Uma noite de jogos é uma forma da família se divertir junto e aprender a competir de maneira saudável e amigável. Tenha sempre em mente a diversão e a união ao invés de incentivar quem ganhou ou perdeu”, ensina a pedagoga Betina Serson.
Comece com uma vez por mês e depois faça a cada 15 dias até chegar a uma vez por semana. Inclua os amigos dos seus filhos que estiverem na sua casa. “Afinal, quanto mais pessoas, mais divertido fica. Existem vários tipos de jogos como: Adivinhe em quem eu estou pensando, Mímica, Caça palavras. Os jogos de tabuleiro também são uma boa opção”, acrescenta a pedagoga. A seguir, Betina ensina alguns jogos para brincar em família:


Adivinhe em quem eu estou pensando?     
Material: papel, caneta e uma caixa.
Instruções: Para facilitar escreva os nomes de pessoas famosas em tiras de papel e dobre.   Coloque todos os nomes em uma caixa. Uma pessoa vai ate a caixa e retira um nome. O papel e guardado para  mostrar no final da rodada. As outras pessoas têm de adivinhar quem e o famoso (a) com perguntas objetivas e as respostas só poderão ser sim ou não. Quem adivinhar será o próximo a tirar um nome.

Mímica
Não exige nenhum material especial. Divida em grupos a sua família. Um representante de um grupo vai ate o outro grupo e recebe um titulo de filme. Esse representante tem de fazer com que o seu grupo adivinhe, mas só poderá usar gestos.

Caça palavras
Material: dicionário, papel, caneta ou lápis.
Instruções: Divida a sua família em grupos. Depois escolha no dicionário uma palavra bem longa. De papel e caneta para cada grupo. Peça para cada grupo formar outras palavras a partir das letras contidas na palavra dada. Só valem palavras com no mínimo 3 letras. O grupo que formar mais palavras ganha.  

fonte:  http://www.chrisflores.net/brinquedoteca/10/materia/2084/diversao.html

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sugestão de acesso

Prezados leitores e Colegas:
Vamos acessar o link abaixo e deixar um comentário prestigiando o lindo projeto da colega Maria Delfina. É sobre alfabetização por meio da literatura infantil. Está concorrendo a prêmio. O que é bom deve ser divulgado, assim, continuem divulgando para outros colegas.


Obrigada e tudo de bom!!  


http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=2496

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dificuldades de aprendizagem na educação Infantil


Por Betina Serson

Os primeiros anos de vida de uma criança são críticos para um desenvolvimento saudável. E é muito importante que o desenvolvimento seja monitorado e observado: Como a criança usa o próprio corpo? Qual o tipo de interação que existe com os outros (pais, adultos e crianças)? Como a criança expressa sentimentos e reage a frustrações ou afeto? A criança parece mais jovem ou no mesmo nível de desenvolvimento das outras crianças da mesma idade?

O desenvolvimento infantil é marcado por estágios a serem atingidos em determinadas idades. Esses 
estágios nos servem como guias para observarmos e sabermos o que esperar nas áreas: cognitiva, socioemocional, linguagem e coordenação motora fina/grossa. Através dessa observação 
podemos reconhecer certos “sinais” em um desenvolvimento atípico. Quando conseguimos identificar algum sinal, essa criança tem de ser encaminhada para uma avaliação onde possa ser identificada a causa do problema. 

Por exemplo, quando uma criança de três anos não consegue compreender simples instruções, o problema pode estar no desenvolvimento de linguagem. Uma criança que aos quatro anos com dificuldade de posicionar o corpo no espaço pode ter um problema no desenvolvimento motor.

Cada criança é um indivíduo e terá um desenvolvimento a seu próprio passo. Algumas crianças podem atingir os estágios esperados mais cedo ou mais tarde que outras, mesmo assim existe um limite de tempo para que as habilidades sejam desenvolvidas. 

Como educadores, junto com os pais, podemos notar alguns “sinais’ de que o desenvolvimento não esta 
seguindo o seu curso normal. É nossa responsabilidade profissional como educadores indicar uma avaliação. 
Temos dois fatores que influenciam muito no desenvolvimento infantil: meio ambiente (ambiente ao qual as 
crianças são expostas) e a herança genética/biológica (genes). 

O material genético e passado  dos pais pode incluir fatores neurológicos que limitam um desenvolvimento 
infantil típico; da mesma forma o meio ambiente (incluindo exposição pré-natal a toxinas como álcool, drogas ou determinados vírus) pode limitar o crescimento e desenvolvimento. Em um mundo ideal, todas as crianças viriam ao mundo saudáveis e não afetadas por limitações, e cresceriam em um ambiente positivo que possibilitasse o desenvolvimento de todo o potencial de cada criança.

Sabemos que nem sempre é o caso e, como educadores, queremos fazer das nossas classes ambientes 
propícios ao desenvolvimento das crianças, independentemente das suas habilidades. O ambiente inclui: como as classes são organizadas fisicamente, os materiais e as atividades escolhidos 
para trabalhar, o clima emocional dentro da sala de aula, que propicie uma boa integração professor/aluno, 
aluno/aluno, consistência de rotina e o relacionamento com as famílias. 

Como educadores temos a responsabilidade de observar e considerar os “sinais”.  As nossas crianças não estão isentas de apresentarem dificuldades de aprendizagem. Muitas vezes, a nossa parceria com os pais é mais facilitada e o encaminhamento mais fácil. Quanto mais cedo pudermos detectar os “sinais”, maiores possibilidades as nossas crianças terão de ter um desenvolvimento saudável.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Postagem sobre leitura - MENU Textos


POR UMA PEDAGOGIA DA LEITURA – reflexões sobre a formação do leitor
Isso mesmo,  este é um dos títulos de autoria da professora Esméria de Lourdes Saveli, dentre as discussões apresentadas durante o Ciclo de Estudos em Linguagem promovido  pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, Estado do Paraná, publicado no livro, Práticas de letramento no ensino leitura escrita e discurso, parábola editorial, 2007. Todo o conteúdo da obra é interessantíssimo, mas gostaria de comentar apenas o referido capítulo. Se você pensa que seria uma leitura apenas voltada para o professor alfabetizador, está enganado.
Poderá conferir os comentário do título no menu TEXTOS

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Alerta sobre educação de filhos

Filhos mimados demais podem se tornar 
adolescentes frustrados  
A psicopedagoga Betina Serson fala sobre o transtorno 
em ter um filho mimado demais

Por: Cris Santos
As crianças mimadas podem ser um transtorno na vida dos pais: 
não obedecem regras, fazem o que querem e muitas vezes
faltam com respeito. 

Depois que a criança é acostumada a ter tudo o que quer, 
fica cada vez mais complicado reverter a situação. 

A psicopedagoga Betina Serson visitou os estúdios da 
Jovem Pan e apresentou para José Luiz Menegatti e os 
ouvintes de todo Brasil conselhos para os pais que
sofrem com o problema. 

Ouça a entrevista.













sábado, 9 de junho de 2012

Leitura

A importância do incentivo à leitura

Televisão, DVD, computador, internet e jogos eletrônicos. Esses têm sido os passatempos preferidos da garotada nos dias de hoje. Não é à toa que hoje temos jovens que escrevem mal, encontram dificuldades em redação e interpretação de texto e possuem pouco senso crítico diante das informações que recebem. A raiz do problema pode ter várias ramificações, mas uma delas, a mais importante, é a falta do hábito da leitura. Nas páginas de um livro, a criança descobre muito mais do que um mundo de imaginação. Se cultivada desde a mais tenra idade, a leitura pode ser uma excelente maneira de trabalhar vocabulário, imaginação, criatividade, escrita e sensibilidade. Ou seja: mais do que um prazer, ela também é fonte de aprendizado e conhecimento.

Descoberta

É nos primeiros anos de vida que se deve incentivar a paixão pelos livros. Crianças pequenas adoram ouvir histórias, ainda mais se elas forem contadas de forma animada e divertida. Até o segundo ano de vida, os livros devem ser ricamente ilustrados, de preferência com gravuras que façam parte do universo infantil. Num livro infantil, a ilustração é muito importante. Ela é o primeiro convite para o livro. Por meio dela, as crianças começam a aprender algumas palavras, a associar as figuras a determinados objetos.

Nesta fase da vida, os pais devem se encarregar de contar as histórias e também de apresentar os livros às crianças, ajudando-as a manuseá-los e mostrando a elas as ilustrações. Na hora de contar a história, vale usar entonações diferentes de voz, fazer com que a criança participe da história e, se necessário, usar bonecos para prender a atenção. Quando os pais lêem para os filhos, estabelecem um vínculo afetivo importante, que vai ajudar no desenvolvimento emocional da criança.

Dos dois anos até a idade de alfabetização, a criança ainda não tem muita concentração. Por isso, os livros indicados para essa faixa etária possuem histórias curtas. O gênero predileto é o conto de fadas, que trabalha bastante a imaginação infantil, de modo que as crianças se envolvem diretamente com a história. Tanto que não é incomum que elas peçam aos pais que leiam várias vezes a mesma historinha, de tanto que se identificam com as personagens. Outra característica interessante dos livros voltados a essa faixa etária aparece naqueles dirigidos a crianças que estão passando pela alfabetização: o texto tem frases breves e fonemas fáceis para o entendimento das crianças, o que as incentiva a começar a ler sozinhas.

A partir dos sete anos de idade, inicia-se uma nova fase. As primeiras dificuldades de leitura ficam para trás, o pensamento lógico se desenvolve de forma a permitir que a criança comece a lidar com idéias abstratas e os livros começam a ficar mais complexos. Ao invés de histórias curtas, as crianças dão preferência a enredos maiores, divididos em capítulos. “Quando estão na 1ª e 2ª séries, elas apreciam contos folclóricos e fábulas curtas. Os contos bíblicos entram lá pela 3ª série. Na 4ª série, apreciam as sátiras aos contos de fadas. Na 5ª e 6ª séries, apreciam personagens que fizeram algo pela humanidade, ou seja, heróis e heroínas. A partir da 7ª série, estão prontos para a história do mundo.

A interpretação das ilustrações também ganha novos contornos. As figuras proporcionam à criança múltiplos olhares sobre um mesmo tema. Livros que são ilustrados por vários artistas, por exemplo, proporcionam isso. Quanto mais você alimentar o imaginário da criança, mesmo que seja através da figura, melhor. Na adolescência, o gosto literário se torna mais variado. Porém, independentemente do tema, o jovem lê tramas mais bem-elaboradas e coerentes, começando a moldar suas preferências para a idade adulta.

O poder dos contos de fada

É no contato com histórias repletas de personagens de fantasia que as crianças desenvolvem seus primeiros conceitos sobre o mundo. Diante de conceitos como bom e mau, feio e bonito, defeitos e virtudes, a criança começa a trabalhar suas próprias crenças e a demonstrar seus sentimentos diante de determinadas situações: medo, raiva, frustração, revolta, alegria. Isso acontece porque, de alguma forma, ela tende a se identificar com algumas histórias, de acordo com o momento que está vivendo. Histórias falam de amor, rejeição, medo de abandono, competição, diferenças. A criança se transporta para o mundo do personagem e encontra ali alguns de seus problemas e desejos. É por isso que elas apreciam muito esse tipo de história, porque vêem nelas uma maneira de interpretar o mundo.

Desenvolvimento

São inúmeros os benefícios do incentivo à leitura desde cedo. Com os livros, a criança desenvolve o vocabulário, aumenta o repertório de palavras, aprende a escrever melhor, trabalha a criatividade, a imaginação e a reflexão.A leitura é importantíssima para o desenvolvimento cognitivo da criança. Quando ela adquire o hábito de ler, seu inconsciente é liberado para o fato mais relevante da leitura, que é a interpretação. Existem alunos que têm dificuldades em várias disciplinas porque não conseguem interpretarem o que lêem.

O papel dos pais

Como em todas as outras áreas da vida, o exemplo dos pais também conta muito quando o assunto é literatura. Crianças cujos pais lêem bastante e se mostram apaixonados pela atividade têm muito mais chance de se interessarem por ela. Os pais devem dar o exemplo. Se gostam de ler, se estão sempre com um livro na mão, a criança também vai querer fazer isso. Levar a livrarias, rodas de leitura, eventos literários e centros culturais também ajudam muito, pois despertam a curiosidade e incentivam a intimidade da criança com os livros. Pais que não lêem e não incentivam a leitura, por tanto, não podem reclamar da falta de interesse dos filhos.

O papel da escola

Assim como os pais, a escola também tem papel fundamental no incentivo à leitura. A realidade brasileira nos mostra que o acesso de grande parte da população aos livros é muito restrito. Há muitas crianças cujas famílias mal têm dinheiro para se sustentar, então é claro que não terão recursos para adquirir livros. Então, cabe à escola surprir esse falta, oferecendo bibliotecas e salas de leitura.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ensino Fundamental


Por Thais Pacievitch

Ensino Fundamental  é um dos níveis da Educação Básica no Brasil. O Ensino fundamental é obrigatório, gratuito (nas escolas públicas), e atende crianças a partir dos 6 anos de idade.
O objetivo do Ensino Fundamental Brasileiro é a formação básica do cidadão. Para isso, segundo o artigo 32º da LDB, é necessário:


I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Desde 2006, a duração do Ensino Fundamental, que até então era de 8 anos, passou a ser de 9 anos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9395/96) foi alterada em seus artigos 29, 30, 32 e 87, através da Lei Ordinária 11.274/2006, e ampliou a duração do Ensino Fundamental para 9 anos, estabelecendo como prazo para implementação da Lei pelos sistemas de ensino, o ano de 2010.
O Ensino Fundamental passou então a ser dividido da seguinte forma:

Os Anos Iniciais – compreende do 1º ao 5º ano, sendo que a criança ingressa no 1º ano aos 6 anos de idade.

Os Anos Finais – compreende do 6º ao 9º ano.
Os sistemas de ensino têm autonomia para desdobrar o Ensino Fundamental em ciclos, desde que respeitem a carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídos em, no mínimo, 200 dias letivos efetivos.

O currículo para o Ensino Fundamental Brasileiro tem uma base nacional comum, que deve ser complementada por cada sistema de ensino, de acordo com as características regionais e sociais, desde que obedeçam as seguintes diretrizes:

I – a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II – consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
III – orientação para o trabalho;
IV – promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais. (ART. 27º, LDB 9394/96).

A responsabilidade pela matrícula das crianças, obrigatoriamente aos 6 anos de idade, é dos pais. É dever da escola, tornar público o período de matrícula.
Além da LDB, o Ensino Fundamental é regrado por outros documentos, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001), os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) e as legislações de cada sistema de ensino.