R E F L I T A:


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Oficina publicada no Portal DIA A DIA

Link para este conteúdo:

Professora: Raquel Pereira Dias
E-mail para contato: raqueldbrito@seed.pr.gov.br
Instituição / Escola: Instituto Estadual de Maringá
Município / Estado: Maringá - PR
Segmento Escolar em que foi aplicado: alunos do curso Formação de Docentes.
Foi utilizado algum recurso do Portal? Não

Relato
Vejam logo abaixo, as fotos das alunas do 3º ano do Curso de Formação de Docentes em nível médio do IEEM, que participaram nos dias 17/09/11 e 01/10/201, da Oficina: “Cartografia aplicada”, cuja professora Maria Simões de Brito é a coordenadora de Prática de Formação do Curso, no período noturno.

Este curso é destinado à formação inicial do professor do nível I, onde devem cumprir uma carga horária de estágio que inclui: estudos, oficinas, pesquisas, observações participativas em salas de aula, docências em turmas do 1º ao 5º ano. Esse trabalho é enriquecido com a realização de oficinas voltadas para diversas áreas do conhecimento, que nesta oportunidade, contemplou o ensino de Geografia.

O evento realizado teve uma carga horária de 8 horas. Quem ministrou esta oficina foi a professora Raquel Dias de Brito, graduada em Geografia pela Universidade Estadual de Maringá e professora da rede estadual pública de ensino do Estado do Paraná, Núcleo Regional de Maringá. Contou ainda com a participação das professoras Maria Estela Gozzi e Lucília Vernashi de Oliveira, professoras de Estágio da turma.

Após um período de embasamento teórico, as alunas participaram de atividades práticas que proporcionaram um aprendizado significativo. Estes conteúdos contribuirão para as práticas do exercício da futura profissão.

Os objetivos desta oficina foram:
a) conhecer as formas de utilização do mapa como um dos instrumentos que auxiliam no entendimento da disciplina de Geografia;
b) desenvolver a linguagem cartográfica através do processo de alfabetização cartográfica.

O evento atingiu os objetivos esperados, uma vez que as alunas participaram ativamente durante as práticas, demonstrando interesse e curiosidade sobre os temas abordados.

Fotos de alguns momentos da Oficina

Professora Raquel ministrando o curso
Prof. Raquel ministrando o curso
Alunas trabalhando com atlas
Alunas trabalhando com atlas
Professora Raquel e o manuseio de mapas
Prof. Raquel e o manuseio de mapas
Maquete construída pelo grupo 3
Maquete construída pelo grupo 3   

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Municípios não informam corretamente como gastam dinheiro da educação

                        Por Suellen Smosinski 

Nas contas dos municípios – pelo menos no que se refere à educação – o detalhamento dos gastos é colocado de lado e as prestações de contas são mais relatórios que vão cumprir a burocracia que instrumento de gestão e planejamento. Essa é uma das conclusões que se pode tirar do estudo Perfil dos Gastos Educacionais nos Municípios Brasileiros, realizado pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

“Não dá para dizer que uma criança de educação infantil custa R$ 3,75 por ano, como fez uma prefeitura”, afirmou Cleuza Repulho, presidente da Undime. Numa prestação de contas no sistema federal de controle de gastos (o Siope - Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação), um secretário municipal informou esse valor.

Segundo o relatório da Undime, “não há controle prático sobre os gastos que efetivamente são registrados nos balanços contábeis como realizados para manutenção e desenvolvimento da educação”. Para se ter uma ideia, os municípios foram responsáveis por 39,1% das verbas investida no setor em 2009, contra 19,7% da União segundo um estudo publicado pelo Ipea no final do ano passado.
Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação.

 Erro

A tentativa (frustrada) de levantar o perfil dos gastos educacionais dos municípios brasileiros fez a Undime perceber que muitas secretarias não informam corretamente os valores ao Siope e, portanto, ao MEC (Ministério da Educação). Os formulários deveriam ser preenchidos pelos secretários municipais de educação de cada cidade, mas o estudo concluiu que, muitas vezes, essa atividade é terceirizada para escritórios de contabilidade.

Não haveria problema se os gestores mantivessem controle sobre quanto e como é gasto o orçamento da educação. Com isso, os dados oficiais sobre os investimentos em educação acabam distorcidos. A situação fica mais delicada no contexto da tramitação do PNE (Plano Nacional de Educação) na Câmara dos Deputados, em que uma das principais disputas é justamente o percentual do PIB investido na área.

Diante das inconsistências observadas no sistema federal, a Undime entrou em contato com prefeituras de mil municípios para realizar um estudo próprio, porém, muitas delas não responderam ao questionário ou apresentaram dados imprecisos. A região Norte, por exemplo, ficou de fora da estimativa sobre gastos por aluno com creche e EJA (Educação de Jovens e Adultos) e o Estado do Amapá não teve nenhum questionário respondido. O estudo final contou com apenas 224 municípios, o que representa 22,4% da amostra inicial.

Para a presidente da Undime, “os prefeitos devem ter nos secretários de educação um parceiro que saiba gerir as verbas de acordo com a necessidade do município”. Ela também afirma que o problema principal não é gestão e sim a falta de recursos. “Quando a gente consegue concentrar dinheiro e esforços faz toda a diferença para a qualidade da educação”, disse. 

Gastos por aluno

Com os dados disponíveis, a Undime concluiu que o Nordeste gasta 4,4 vezes menos que o Sudeste por aluno na creche. Já, no ensino fundamental, a primeira região gasta pelo menos duas vezes menos que a segunda. “Nenhuma criança pode ter a sorte ou o azar de nascer em um local onde o gestor seja mais ou menos comprometido com a educação”, afirmou Cleuza sobre as desigualdades apontadas no estudo.

Estimativa de valor por aluno das redes municipais por Região (ano de 2009)


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vejam o caso de indisciplina escolar ocorrido em uma escola de Maringá

Relato do professor Valdecir Barboza

Sou físico, professor e vice-diretor de um colégio estadual de Maringá. Estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/6/11 e, talvez. "pela entrada do inverno", resolveu também ir à aula uma daquelas "alunas turistas", que aparecem vez por outra "para fazer um social". Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença à mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos. Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento e uma idéia e prejudicando o andamento da aula. mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se o objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender e que o colégio era um local aonde se vai para estudar. Então, a "estudante" quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela. Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa sua mãe ligou para a a escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da escola. Qual passo dado pela mãe? Polícia Civi!... Isso mesmo!... Tive que comparecer no dia 13/7/11 na delegacia de polícia, para prestar esclarecimentos por ter constrangido("?") uma adolescente de 17 anos, que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar seus colegas e professores. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!...
 Fonte: Cópia retirada na íntegra do jornal "O Diário" - 05/02/2012 p. A2

Reflexões
Que inquietações esta ocorrência provoca nos pais e mães de alunos, colegas de magistério, docentes ou gestores?

Quais lições as famílias e a escola podem extrair desta ocorrência?

Que medidas educativas podem ser tomadas nos lares e na escola após as ocorrências de indisciplina de seus alunos?

Que trabalho preventivo pode ser desenvolvido em sala de aulas e nas instituições de ensino, envolvendo as famílias dos educandos e a comunidade, com a finalidade de: valorizar a apropriação do conhecimento; o papel da escola; reconhecer os educadores como sendo um dos aliados mais próximos, e que muito podem contribuir para a formação de valores éticos nas crianças e adolescentes deste país?

Qual a responsabilidade e o papel da imprensa diante da divulgação deste fato?

Se a imprensa publica apenas uma visão de um ocorrido, certamente deixará de cumprir principalmente, sua função social.

Como a imprensa poderia também explorar este fato, com a intenção de mostrar à sociedade o seu papel social?
 
NOTA: Nos próximos dias estaremos publicando algo mais relacionado a esta discussão. Também sou professora. Exerci a função de Orientadora Educacional em uma escola pública de Maringá durante 23 anos. O problema da indisciplina na escola é seríssimo. Compromete além da aprendizagem dos alunos, a segurança de toda a comunidade escolar.

Maria Simões de Brito 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Unicef lista dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo

Por Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil em Brasília

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lança hoje (29) uma campanha para combater o racismo contra crianças negras e indígenas. Uma dos objetivos é orientar os adultos sobre como tratar o tema da diversidade com as crianças e evitar que o preconceito se perpetue. Veja dez dicas listadas pelo fundo para lidar com a questão:

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Palavras, olhares, piadas e algumas expressões podem ser desrespeitosas com outras pessoas, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!

3. Não classifique o outro pela cor de pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apóie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito a crescer sem ser discriminado.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa junto ao conselho tutelar, às ouvidorias dos serviços públicos, da OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
Fonte: http://www.educarpv.com/2010/11/unicef-lista-dez-maneiras-de-contribuir.html 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Para Refletir

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."

( Carlos Drummond de Andrade )

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Educação e trabalho na prisão reduzem reincidência no crime - Veja também o exemplo da PEM no vídeo

Priscila Forone/Gazeta do Povo
Priscila Forone/Gazeta do Povo / Na Penitenciária Feminina do Paraná, 206 mulheres montam equipamentos eletrônicos. A cada 3 dias trabalhados, um é descontado da penaNa Penitenciária Feminina do Paraná, 206 mulheres montam equipamentos eletrônicos. A cada 3 dias trabalhados, um é descontado da penaComunidade



No Paraná, 30% dos presos estudam e 25% trabalham. Meta é chegar a 100%. Na penitenciária feminina, metade das internas trabalham
 Por Paola Carriel
Um dos maiores desafios da segurança pública no Brasil é garantir que egressos do sistema carcerário não voltem a cometer crimes. Para isso, é preciso acesso à educação e à profissionalização. Embora não exista pesquisa nacional a respeito, especialistas afirmam que quando o preso trabalha ou estuda a reincidência cai de 70% para 20%. Essa é a aposta do Paraná, que até o fim de 2014 quer todos os internos de seu sistema penitenciário estudando ou trabalhando.
Uma parceria entre a iniciativa privada e o governo estadual fez com que, nos últimos 15 anos, 250 mulheres pudessem trabalhar enquanto cumpriam a pena de privação de liberdade no estado. A ação da empresa Bematech na Penitenciária Feminina do Paraná, localizada em Piraquara, Região Metropolitana de Curiti­ba, começou há quase duas décadas por sugestão de um funcionário que desenvolvia uma ação de voluntariado.

Os gestores da empresa, que trabalha com automação comercial, acataram a sugestão de montar um canteiro de produção dentro da penitenciária e oferecer uma oportunidade às presidiárias.
A iniciativa foi bem sucedida e hoje trabalhar na empresa é o desejo de quase todas as mulheres, que passam por um longo e concorrido processo de seleção, envolvendo desde bom comportamento até competências individuais.

Boa produtividade
Duas vezes por semana um funcionário da Bematech vai até a penitenciária para entregar materiais e realizar uma formação com as mulheres. “Elas trabalham como qualquer fornecedor e têm uma boa produtividade”, conta o presidente da empresa, Cleber Morais. Para ele, esta é uma forma de contribuir com a sociedade e fazer uma ação de responsabilidade social.

Das 421 mulheres que hoje estão presas na penitenciária feminina, 206 trabalham. Há no local, além da Bematech, uma empresa de costura. Vice-diretora da unidade, Daniela Fidalgo de Barros explica que parte da remuneração recebida é destinada aos familiares, que muitas vezes usam a verba para comprar itens de higiene pessoal e alimentação para as próprias detentas. Cerca de 20% do salário fica em uma poupança, entregue no dia da soltura. Daniela conta que o trabalho também proporciona uma rotina mais tranquila dentro da penitenciária.

ONGs e direitos
O trabalho de organizações não governamentais também é fundamental para a garantia dos direitos das pessoas privadas de liberdade e para a ressocialização dos presos. Instituições como a Pastoral Carcerária e Justiça Global foram as responsáveis por levar a público as graves violações que ocorrem nas penitenciárias brasileiras.

No Paraná, a ONG Iddeha (Instituto de Defesa dos Direitos Humanos) criou um centro de referência no complexo penal de Piraquara após uma rebelião em 2010.

A organização foi procurada por familiares dos presos e ajudou na mobilização por melhores condições, além de receber denúncias e realizar encaminhamentos jurídicos. A assistente social do Iddeha, Renaria Silva, conta que algumas mulheres chegaram a criar uma rede para acompanhar as reivindicações. Hoje o projeto está paralisado por falta de verbas.

Entrave nos governos deixa vagas em aberto
Em 2009, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o programa Começar de Novo, com o objetivo de garantir aos ex-detentos uma oportunidade de trabalho, para que possam recomeçar a vida com alguma expectativa. Até agora, 2.211 presos já encontraram trabalho por meio da iniciativa, mas ainda há entraves nos governos estaduais e 2,8 mil vagas ainda não foram preenchidas.

Além de fazer campanhas para conscientizar a sociedade, o CNJ lançou o Portal de Oportu­­nidades, onde empresas podem se cadastrar e disponibilizar vagas tanto para presos quanto para egressos do sistema carcerário. Outra ação do órgão foi o lançamento de duas cartilhas, para homens e mulheres, explicando os direitos e os deveres dos detentos.

Em setembro do ano passado, o ministro Cezar Peluso, atual presidente do CNJ, declarou que o Brasil tem uma das maiores taxas de reincidência do mundo, com 70%. Isso significa que, de cada 10 presos, sete voltam a cometer crimes após serem libertados. Segundo o órgão, hoje só 14% dos detentos trabalham e apenas 8% estudam.

No Paraná, a meta é de 100% de acesso à profissionalização e educação até o fim de 2014. Ou seja, o governo pretende que todos os presos em penitenciárias do estado estejam trabalhando ou estudando. No fim do ano passado, 30% dos apenados estavam estudando (contra 24% em 2010) e 25% trabalhavam (eram 22,5% no ano anterior).

O Começar de Novo teve início a partir da realização dos Mutirões Carcerários, explica o juiz auxiliar da presidência do CNJ Márcio Fraga. “A soltura sem possibilidade de a pessoa se restabelecer não adiantava”, explica. Para os empresários que aceitam o desafio de empregar detentos e ex-detentos, Fraga diz que os benefícios são grandes. “Eles são geralmente bastante dedicados ao trabalho e existem vantagens previdenciárias. Além disso, há a responsabilidade social.”

fonte: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1216866&tit=Educacao-e-trabalho-na-prisao-reduzem-reincidencia-no-crime

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Indisciplina na sala de aula

Por Sheila Cristina de Almeida e Silva Machado
Sheila Cristina de Almeida e Silva Machado Graduada em Pedagogia; Especializada em Orientação Educacional; Pós-Graduada em Psicopedagogia; Atua como Orientadora Educacional no Colégio Poliedro de São José dos Campos – SP.

Primeiro dia de aula. Professor novo. Turma pouco afeita ao estudo. No caminho para seus novos afazeres os corredores da escola não parecem nada animadores para o recém-chegado professor. Na sala de aula todos os alunos estão de pé, circulando despreocupadamente, sem qualquer tipo de compromisso com o trabalho que está apenas começando.

Querem falar de outros assuntos, mais próprios e interessantes em sua opinião para pessoas que, como eles, estão em idade para freqüentar o Ensino Médio. Matemática não lhes parece parte integrante dos conhecimentos que necessitam para sobreviver na selva que percebem em seus cotidianos. Jaime, seu novo professor, mal consegue se apresentar, pois é interrompido com menos de 10 minutos em sala de aula pelo acionamento do sinal que faz com que todos os alunos saiam rapidamente da classe.
É apenas mais uma entre várias “brincadeiras” promovidas pelos alunos para interromper o trabalho que está sendo desenvolvido. Numa outra aula, quando as primeiras páginas do livro estavam sendo abertas no capítulo sobre frações e porcentagens, surgem dois novos alunos, atrasados, que trazem consigo justificativas que lhes permitem permanecer na aula.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como escolher uma escola para seu filho


A escola ajuda na formação do caráter do seu filho.



Atualmente temos um número elevado de escolas espalhadas pelo Brasil, essa grande quantidade faz com que os pais fiquem perdidos na hora de escolher em que escola matricular os filhos.
Quais são os critérios que devem ser avaliados na hora da escolha?

1º - Os pais devem fazer uma lista de escolas.

2º - Dentro dessa lista os pais deverão descartar as escolas que não estão de acordo com seus valores (conservador ou liberal).

3º - Os pais devem visitar a escola e questionar sua proposta pedagógica.

4º - Durante a visita à escola os pais devem prestar atenção no atendimento, no estacionamento, principalmente, na entrada e saída, pois esses, geralmente, causam problemas.

5º - Observar se a escola é atual, ou se continua com os métodos antigos de ensino, se prepara o aluno somente para a vida ou se também o prepara para o mercado de trabalho.

6º - Os pais devem ter atenção se a escola incentiva a solidariedade, o respeito, a ética, entre outros conceitos que formam o ser humano de caráter honroso.

7º - Verifique se a escola oferece um bom espaço físico, tendo uma estrutura segura que disponibiliza áreas de lazer para o estudante.

8º - Atente-se para a qualificação dos profissionais que ali trabalham.

9º - Descubra como são tratados os atrasos dos alunos, como a escola se comporta diante de assuntos polêmicos.

10º - Analise os recursos que a escola disponibiliza aos seus alunos.

Se o seu filho for adolescente, você deverá sentar e ouvir a opinião dele sobre as escolas candidatas. Ao entrar em um consenso com os filhos é hora de matricular.
Na hora da escolha é importante que os pais façam um amplo questionamento sobre diversas diretrizes.
A escola é um espaço destinado ao aprendizado da criança, mas lembre-se que a educação começa em casa, ou seja, são os pais que iniciam e participam da educação dos filhos.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil

fonte: http://www.brasilescola.com/volta-as-aulas/como-escolher-uma-escola-para-seu-filho.htm
 

Como encarar o primeiro dia de aula?

    Início das aulas muitas vezes é marcado por insegurança

 
 
As férias estão terminando e um novo ano letivo está às portas. O início das aulas, muitas vezes, é marcado por insegurança em algumas crianças, já que se trata de um momento de mudança onde é normal sentir medo. Porém, lembre-se que não é necessária tanta preocupação assim, uma vez que a situação é tão nova para você, quanto para os colegas e professores.

Para enfrentar a insegurança dos primeiros dias, vale algumas dicas: no primeiro dia de aula chegue mais cedo para ter tempo de se aproximar e conversar com as pessoas; estabeleça um relacionamento com a nova professora desde o início; trate todos os funcionários da escola com educação e respeito. Organize-se também um dia antes: confira se todo o material necessário está dentro da mochila, separe o uniforme, durma mais cedo, tome um café da manhã reforçado. Boa aula!

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola


domingo, 8 de janeiro de 2012

PEC institui meritocracia como princípio do ensino público brasileiro

Edmar Arruda

A Câmara analisa proposta de emenda à Constituição que estabelece a meritocracia como um dos princípios do ensino público brasileiro. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 82/11, do deputado Edmar Arruda (PSC-PR).


A Constituição hoje já prevê oito princípios para a educação no Brasil, entre eles: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; e garantia de padrão de qualidade.

O acréscimo da meritocracia, segundo Arruda, iria “reconhecer o esforço daqueles que apresentam resultados acima da média”. A ideia, de acordo com o deputado, é garantir mecanismos de retribuição pelo desempenho dos professores. “Dessa forma, criaremos um ambiente de estímulo à produtividade de nossos docentes da rede pública”, argumentou.

“O Brasil finalmente despertou para a importância da qualidade do ensino público e para a necessidade de constantes aprimoramentos nos investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento. Percebemos, enfim, que existe uma correlação direta entre a solidez da base científica de que dispomos e o desenvolvimento econômico da Nação”, afirma ainda o autor da proposta.

Tramitação
A admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, a PEC será examinada por comissão especial e votada pelo Plenário em dois turnos.

fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/207478.html

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Procurador entra com ação contra 'falta de transparência' do Enem

Por FELIPE LUCHETE  de  SÃO PAULO

O Ministério Público Federal no Ceará ajuizou mais uma ação contra o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), pedindo dessa vez que os critérios de correção sejam explicados pelo Inep (instituto do Ministério da Educação responsável pela prova).

Alunos questionam pontuação do Enem e fazem até site de queixas

O procurador Oscar Costa Filho, autor da ação, é o mesmo que tentou anular o exame em todo o país em novembro. No documento, ele critica a "falta de transparência" do Inep.

O procurador disse à Folha que recebeu vários e-mails com reclamações de candidatos, que não entendem os métodos de pontuação da TRI (Teoria de Resposta ao Item) --na qual o exame se baseia-- e apontam incongruências entre o número de acertos e as notas.

Os resultados do Enem foram divulgados no dia 21. Um site (enemurgente.com) e uma comunidade no Facebook já reúnem críticas ao método.

Segundo o procurador, o edital da prova não explica a metodologia, o que abre espaço para "arbitrariedades" na seleção das 95 instituições que se basearão na nota.

Ele disse que o Inep precisa esclarecer quais são as questões consideradas fáceis, médias e difíceis, para que os candidatos saibam como confirmar se a nota divulgada é real.

Caso a Justiça Federal conceda liminar favorável, a explicação poderá ser feita genericamente em nota oficial na internet, segundo Costa Filho.

O Ministério da Educação e o Inep declararam que só vão se pronunciar na Justiça.

METODOLOGIA
Na TRI, as questões não têm o mesmo peso e o número total de acertos conta pouco na prova.
As questões são divididas em fáceis, médias e difíceis, e o desempenho do candidato é variável: se acertou apenas as fáceis e difíceis a nota cai, pois há indício de que ele "chutou".

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saber/1026928-procurador-entra-com-acao-contra-falta-de-transparencia-do-enem.shtml

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saiba como usar o Enem para certificação de ensino médio

 

Veja qual a nota mínima exigida e os locais para dar entrata no pedido de diploma

iG São Paulo

Pessoas que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio para obter a certificação de conhecimentos equiparáveis a etapa de ensino devem obter ao menos 400 pontos em cada uma das quatro áreas da prova e 500 pontos na redação. Quem conseguiu a nota deve imprimir o boletim individual e procurar um dos pontos certificadores em todo o Brasil.


Veja abaixo a relação completa de pontos certificadores:
Acre
Instituto Federal (Campus Avançado de Xapuri, Campus Cruzeiro do Sul, Campus Rio Branco, Campus e Sena Madureira)
Secretaria Estadual
Alagoas
Instituto Federal (Campus Arapiraca, Campus Avançado de Murici, Campus Avançado de Santana do Ipanema, Campus Avançado de São Miguel dos Campos, Campus Maceió, Campus Maragogi, Campus Marechal Deodoro, Campus Palmeira dos Índios, Campus Penedo, Campus Piranhas, Campus Satuba)
Secretaria Estadual
Amazonas
Instituto Federal (Campus Coari, Campus Lábrea, Campus Manaus Centro, Campus Manaus Distrito Industrial, Campus Manaus Zona Leste, Campus Maués, Campus Parintins, Campus Presidente Figueiredo, Campus São Gabriel da Cachoeira e Campus Tabatinga)
Secretaria Estadual
Amapá
Instituto Federal (Campus Laranjal do Jari e Campus Macapá)
Secretaria Estadual
Bahia
Instituto Federal (Campus Barreiras, Campus Camaçari, Campus Eunápolis, Campus Feira de Santana, Campus Ilhéus, Campus Irecê, Campus Jacobina, Campus Jequié, Campus Paulo Afonso, Campus Porto Seguro, Campus Salvador, Campus Santo Amaro, Campus Simões Filho, Campus Valença, Campus Vitória da Conquista, Campus Bom Jesus da Lapa, Campus Catu, Campus Guanambi, Campus Itapetinga, Campus Santa Inês, Campus Senhor do Bonfim, Campus Teixeira de Freitas, Campus Uruçuca, Campus Valença (CEPLAC)
Secretaria Estadual
Ceará
Instituto Federal (Campus Aracaú, Campus Avançado Aracati, Campus Avançado de Baturité, Campus Avançado de Jaguaribe, Campus Avançado de Tauá, Campus Avançado de Tianguá, Campus Canindé, Campus Cedro, Campus Crateús, Campus Crato, Campus Fortaleza, Campus Iguatu, Campus Juazeiro do Norte, Campus Limoeiro do Norte, Campus Maracanaú, Campus Quixadá, Campus Sobral
Secretaria Estadual
Distrito Federal
Inistituto Federal (Campus Brasília, Campus Gama, Campus Planaltina, Campus Samambaia, Campus Taguatinga)
Secretaria Estadual
Espírito Santo
Instituto Federal (Campus Alegre, Campus Aracruz, Campus Cachoeiro de Itapemirim, Campus Cariacica, Campus Colatina II, Campus Itapina (Colatina I), Campus Linhares, Campus Nova Venécia, Campus Santa Teresa, Campus São Mateus, Campus Serra, Campus Vitória)
Secretaria Estadual
Goiás
Instituto Federal (Campus Anápolis, Campus Formosa, Campus Goiânia, Campus Inhumas, Campus Itumbiara, Campus Jataí, Campus Luziânia, Campus Uruaçu, Campus Ceres, Campus Iporá, Campus Morrinhos, Campus Rio Verde, Campus Urutaí)
Secretaria Estadual
Maranhão
Instituto Federal (Campus Açailândia, Campus Alcântara, Campus Bacabal, Campus Barreirinhas, Campus Buriticupu, Campus Caxias, Campus Centro Histórico, Campus Codó, Campus Imperatriz, Campus Maracanã, Campus Monte Castelo, Campus Pinheiro, Campus Santa Inês, Campus São Raimundo das Mangabeiras, Campus Timon, Campus Zé Doca)
Secretaria Estadual
Minas Gerais
Instituto Federal (Campus Bambuí, Campus Congonhas, Campus Formiga, Campus Governador, Campus Ouro Preto, Campus São João Evangelista, Campus Almenara, Campus Araçuaí, Campus Arinos, Campus Januária, Campus Montes Claros, Campus Pirapora, Campus Salinas, Campus Avançado Santos Dumont, Campus Avançado São João Del Rei, Campus Barbacena, Campus Juiz de Fora, Campus Muriaé, Campus Rio Pomba, Campus Avançado de Poços de Caldas, Campus Avançado de Pouso Alegre, Campus Inconfidentes, Campus Machado, Campus Muzambinho, Campus Avançado de Uberlândia, Campus Avançado Patrocínio, Campus Ituiutaba, Campus Paracatu, Campus Uberaba, Campus Uberlândia)
Secretaria de Educação
Mato Grosso do Sul
Instituto Federal (Campus Aquidauana,Campus Campo Grande, Campus Corumbá, Campus Coxim, Campus Nova Andradina, Campus Ponta Porã, Campus Três Lagoas)
Secretaria Estadual
Mato Grosso
Instituto Federal (Barra do Garças, Campus Bela Vista, Campus Cáceres, Campus Campo Novo do Parecis, Campus Confresa, Campus Cuiabá, Campus Juína, Campus Pontes e Lacerda, Campus São Vicente e Rondonópolis)
Secretaria Estadual
Pará
Instituto Federal (Campus Abaetetuba, Campus Altamira, Campus Avançado Breves, Campus Belém, Campus Castanhal, Campus Conceição do Araguaia, Campus de Bragança, Campus de Santarém, Campus Itaituba, Marabá Industrial, Campus Marabá Rural, Campus Tucuruí)
Secretaria Estadual
Paraíba
Instituto Federal (Campus Cabedelo, Campus Cajazeiras, Campus Campina Grande, Campus João Pessoa, Campus Monteiro, Campus Patos, Campus Picuí, Campus Princesa Isabel, Campus Sousa
PB)
Secretaria Estadual
Pernambuco
Instituto Federal (Afogados da Ingazeira, Campus Barreiros, Campus Belo Jardim, Campus Ipojuca, Campus Pesqueira, Campus Recife, Campus Vitória do Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, Campus Floresta, Campus Petrolina, Campus Petrolina Zona Rural, Ouricuri e Salgueiro)
Secretaria Estadual
Piauí
Instituto Federal (Campus Angical, Campus Corrente, Campus Floriano, Campus Parnaíba, Campus Picos, Campus Piripiri, Campus Teresina Central, Campus Teresina Zona Sul, Campus Uruçuí, Paulistana, São Raimundo Nonato)
Secretaria Estadual
Paraná
Instituto Federal (Assis Chateaubriand, Campus Curitiba 1, Campus Curitiba 2, Campus Foz do Iguaçu, Campus Jacarezinho, Campus Londrina, Campus Paranaguá, Campus Telêmaco Borba, Campus Umuarama, Irati, Ivaiporã, Palmas, Paranavaí)
Secretaria Estadual
Rio de Janeiro
Instituto Federal (Campus Avançado Quissamã, Campus Bom Jesus de Itabapoana, Campus Cabo Frio, Campus Campos, Campus Expansão Itaperuna, Campus Guarus, Campus Macaé, Campus Avançado Arraial do Cabo, Campus Avançado Engenheiro Paulo de Frontin, Campus Duque de Caxias, Campus Maracanã, Campus Nilópolis, Campus Paracambi, Campus Pinheiral, Campus Realengo, Campus São Gonçalo, Campus Volta Redonda)
Secretaria Estadual
Rio Grande do Norte
Instituto Federal (Campus Apodi, Campus Avançado Cidade Alta, Campus Avançado de Nova Cruz, Campus Avançado de Parnamirim, Campus Caicó, Campus Currais Novos, Campus Ipanguaçu, Campus João Câmara, Campus Macau, Campus Mossoró, Campus Natal-Central, Campus Natal-Zona Norte, Campus Pau dos Ferrós, Campus Santa Cruz)
Secretaria Estadual
Rondônia
Instituto Federal (Campus Ariquemes, Campus Avançado de Cacoal, Campus Colorado do Oeste, Campus Ji-Paraná, Campus Porto Velho, Campus Vilhena)
Secretaria Estadual
Roraima
Instituto Federal (Campus Amajari, Campus Boa Vista, Campus Novo Paraíso, Campus Alegrete, Campus Júlio de Castilhos, Campus Panambi, Campus Santa Rosa, Campus Santo Augusto, Campus São Borja, Campus São Vicente do Sul, Campus Bagé, Campus Camaquã, Campus Charqueadas, Campus Passo Fundo, Campus Pelotas, Campus Pelotas, Campus Sapucaia do Sul, Campus Venâncio Aires, Avançado Farroupilha, Avançado Feliz, Avançado Ibirubá, Campus Bento Gonçalves, Campus Canoas, Campus Caxias do Sul, Campus Erechim, Campus Osório, Campus Porto Alegre, Campus Restinga, Campus Rio Grande, Campus Sertão)
Secretaria Estadual
Santa Catarina
Instituto Federal (Campus Araquari, Campus Avançado de Ibirama, Campus Avançado de Luzerna, Campus Camboriú, Campus Concórdia, Campus Rio do Sul, Campus Sombrio, Campus Videira, Campus Araranguá, Campus Avançado de Caçador, Campus Avançado de Jaraguá do Sul, Campus Avançado de Xanxerê, Campus Canoinhas, Campus Chapecó, Campus Continente, Campus Criciúma, Campus Florianópolis, Campus Gaspar, Campus Itajaí, Campus Jaraguá do Sul, Campus Joinville, Campus Lages, Campus São José e Campus São Miguel do Oeste)
Secretaria Estadual
Sergipe
Instituto Federal (Campus Aracaju, Campus Estância, Campus Lagarto, Campus Nossa Senhora da Glória, Campus São Cristóvão)
Secretaria Estadual
São Paulo
Instituto Federal (Campus Araraquara, Campus Avançado de Boituva, Campus Avançado de Capivari, Campus Avaré, Campus Barretos, Campus Birigui, Campus Bragança Paulista, Campus Campos do Jordão, Campus Caraguatatuba, Campus Catanduva, Campus Cubatão, Campus Guarulhos, Campus Hortolandia, Campus Itapetininga, Campus Piracicaba, Campus Presidente Epitácio, Campus Salto, Campus São Carlos, Campus São João da Boa Vista, Campus São Paulo, Campus São Roque, Campus Sertãozinho, Campus Suzano, Campus Votuporanga)
Secretaria Estadual

Tocantins
Instituto Federal (Campus Araguaína, Campus Araguatins, Campus Gurupi, Campus Palmas, Campus Paraíso do Tocantins, Campus Porto Nacional)
Secretaria Estadual
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nove em cada dez alunos do 9º ano de escolas públicas não sabem fazer contas com centavos

Por Rafael Targino
Em São Paulo   
 
Nove em cada dez alunos de escolas públicas brasileiras do 9º ano (antiga 8ª série) não sabem, por exemplo, fazer contas com centavos. Essa é uma das conclusões de um estudo feito com exclusividade para o UOL Educação com as notas da Prova Brasil de 2009. O exame serve para avaliar a proficiência dos estudantes e é utilizado no cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Mais de 80% dos estudantes brasileiros estão em unidades da rede pública.

De acordo com o estudo, feito pelo economista Ernesto Faria, 89,4% dos alunos do último ano do ensino fundamental tiveram desempenho “abaixo do básico” e “básico” na disciplina. Isso quer dizer que tiraram notas menores que 300 na prova –em uma escala que chega a 425 em matemática e a 350 em português.

Tirar menos que 300 significa, segundo um documento do MEC (Ministério da Educação) que divide as notas em faixas, que o estudante não consegue fazer operações de adição, subtração, divisão ou multiplicação que envolvam centavos em unidades monetárias, resolver problemas com porcentagens ou reconhecer um círculo e uma circunferência.

Clique na imagem e veja os resultados por Estado no infográfico

As classificações são usadas pelo movimento Todos pela Educação e por alguns Estados para “categorizar” o conhecimento estudantil e têm quatro níveis: “abaixo do básico”, “básico”, “adequado” e “avançado”. Um estudante no nível “básico”, por exemplo, tem domínio mínimo do conteúdo que deveria saber; um do “adequado”, por sua vez, tem domínio pleno.
No caso de matemática, no 9º ano do fundamental, “abaixo do básico” significa uma nota entre 125 e 225; “básico”, entre 225 e 300; “adequado”, entre 300 e 350; “avançado”, entre 350 e 500. Esses números variam com a disciplina e a série.

A situação é um pouco melhor em português: 77,6% dos estudantes do 9º ano das escolas públicas de todo o país não têm o conhecimento adequado para o nível em que estão. Esses alunos tiraram nota menor que 275 e não conseguem, por exemplo, reconhecer “posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou tema”, de acordo com o documento do MEC.

Séries iniciais

Os resultados da Prova Brasil também mostram que quase sete em cada dez alunos do 5º ano (68,5%) não conseguiram atingir o nível “adequado” em português. Eles não sabem, por exemplo, localizar a informação principal em um texto, não entendem uma metáfora ou mesmo inferem o que provoca um eventual efeito de humor no que estão lendo.

Proficiência em português (escala Saeb)

5º ano 9º ano
Abaixo do básico 125-150 125-200
Básico 150-200 200-275
Adequado 200-250 275-325
Avançado 250-325 325-350

Proficiência em matemática (escala Saeb)

5º ano 9º ano
Abaixo do básico 125-175 125-225
Básico 175-225 225-300
Adequado 225-275 300-350
Avançado 275-375 350-425

Em matemática, o desempenho é praticamente o mesmo: 69,8% têm conhecimentos “abaixo do básico” ou somente “básicos”. Entre os que os estudantes deveriam fazer, mas não conseguem, está ler informações e números apresentados em tabelas ou identificar que uma operação de divisão resolve um dado problema.

A Prova Brasil é aplicada para alunos do 5º e 9º anos do fundamental de escolas públicas municipais, estaduais e federais, de áreas rural e urbana, que tenham, no mínimo, 20 matrículas na série avaliada. O exame acontece a cada dois anos e os dados mais recentes disponíveis são os da prova de 2009.

A divisão por faixas do MEC é a mesma para todos os níveis. Por isso, as notas mínimas para cada uma das categorias é diferente em cada série, já que o estudante vai adquirindo conhecimentos ao longo de sua vida escolar.

Escala não é rigorosa, diz especialista

Para Francisco Soares, especialista em avaliações em educação e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a escala montada não é rigorosa e traduz o que o estudante deveria saber. “Esses números são um ponto de corte razoável. A gente não está sendo rigoroso demais. Isso é o estado da educação brasileira, há 15 anos. Nos últimos anos, tem havido algumas melhoras. Mas, ao que tudo indica, elas têm sido produzidas por um número pequeno de alunos”, afirma.
Um total reduzido de estudantes com notas boas pode estar puxando a melhora dos índices nacionais (como o Ideb), apesar dos resultados na Prova Brasil, afirma Soares. “Os números sugerem que há alguns melhores. Eu brinco que, no Brasil, a melhor maneira é treinar [no ensino superior] são ‘Ronaldinhos’. Se você é bom, eu te dou mais, e você melhora. Mas isso não pode ser para a educação básica”, afirma, lembrando que a educação básica é um direito constitucional.

De acordo com Mozart Ramos, conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação), órgão vinculado ao MEC, os resultados mostram, pelo menos, os caminhos que devem ser seguidos: mais investimento, melhor gestão, maior capacitação de professores e um currículo que estimule o jovem a estudar.

“Do ponto de vista da aprendizagem adequada, a gente ainda está patinando. Isso tanto se aplica tanto no ensino médio quanto no final do ensino fundamental. Onde estamos melhorando de forma de forma constante é nas séries iniciais do fundamental”, diz.

fonte: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/12/21/nove-em-cada-dez-alunos-do-9-ano-de-escolas-publicas-nao-sabem-fazer-contas-com-centavos.jhtm

sábado, 10 de dezembro de 2011

Educação Prisional

I SEMINÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PRISIONAL DO PARANÁ

CURITIBA– 12 A 16 DE DEZEMBRO DE 2011


Programação do Evento

Dia
Atividade(s)
Horário ou Data
Docente (Grupo)
Início
Término
1º dia
12/12/2011
ABERTURA OFICIAL
19h30
21h30
Secretaria de Estado da Educação do Paraná
Secretaria de Estado da Justiça do Paraná
Secretaria de Estado da Criança e da Juventude
Representantes Estaduais / EJA

2º dia
13/12/2011
Conferências de abertura
08h00
10h00
Panorama da Educação Prisional Brasileira
Políticas da EJA do MEC
CARLOS TEIXEIRA / ANDREA CAON
10h15
12h00
Diretrizes Nacionais da Educação nas prisões
Prof. ELIONALDO F. JULIÃO
Universidade Fluminense/RJ
Intervalo de Almoço
12h00
13h30

Mesa-Redonda
13h30
15h30
Panorama da Educação Prisional Paranaense
SONIA MONCLARO VIRMOND

Direitos Humanos
REGINA BLEY

O tratamento penal e o programa de escolarização MARGARETE RODRIGUES

A educação e as questões de segurança
JOSÉ ROBERTO SANTOS
15h45
17h30
3º dia
14/12/2011
Palestras
08h00
10h00
A educação de jovens e adultos nas unidades penais
SONIA ANA C. LESZCYNSKI

Educação a distância: cenários, modelos e perspectivas
CLAUDIA MULLER
10h15
12h00
Intervalo de Almoço
12h00
13h30

Palestras
13h30
17h30
Tecnologia para o desenvolvimento humano no contexto das Unidade Penais do Paraná
CINEIVA CAMPOLI PAULINO TONO

LEP/ECA – Convergências e Perspectivas
MARCELO LEBRE / MARTA TONIN
4º dia
15/12/2011





Oficinas 1, 2, 3 e 4
08h00
12h00
Oficina 1: Álcool e outras Drogas
Oficineiro: LUIS APARECIDO BALAN

Oficina 2: Violência e Direitos Humanos
Oficineira: ANA PAULA PACHECO PALMERIO e
                 DELVANA LÚCIA DE OLIVEIRA

Oficina 3: Relações Etnicorraciais
Oficineira: TÂNIA APARECIDA LOPES

Oficina 4: Gênero e Diversidade Sexual
Oficineira: MARCO DE OLIVEIRA
Oficinas 1, 2, 3 e 4
Intervalo de Almoço
12h00
13h30

Oficinas 1, 2, 3 e 4
13h30
17h30
Oficina 1: Álcool e outras Drogas
Oficineiro: LUIS APARECIDO BALAN

Oficina 2: Violência e Direitos Humanos
Oficineira: ANA PAULA PACHECO PALMERIO e
                 DELVANA LÚCIA DE OLIVEIRA

Oficina 3: Relações Etnicorraciais
Oficineira: TÂNIA APARECIDA LOPES

Oficina 4: Gênero e Diversidade Sexual
Oficineira: MARCO DE OLIVEIRA
Oficinas 1, 2, 3 e 4

5º dia
16/12/2011
ENCERRAMENTO
08h00
10h00
Palestra: A  violência e sua representação no cinema
BETO CARMINATTI
10h15
12h00
Mesa: Perspectivas da Educação Prisional e socioeducativa no Paraná (representantes EJA/DEB/SEED, CDS/DPPE/SEED, ESEDH/SEJU, CENSES/SECJ)


OBS.:
Horários de Intervalos para os momentos presenciais
à manhã: 10:00 às 10:15
à tarde   : 15:30 às 15:45